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Bairro do Grajaú no RJ completa 105 anos em agosto

Um dos bairros mais lindo e arborizados da Zona Norte do Rio de Janeiro recebeu homenagem de um maranhense

No mês de agosto, o Grajaú vai comemorar 105 anos. Esse centenário bairro guarda muitas memórias. No século XVI, a região onde hoje fica o bairro do Grajaú era chamada de Andaraí Grande. O território pertencia a padres jesuítas. A principal atividade era o plantio de cana-de-açúcar, com mão de obra escrava. “Ao fim do século XIX, os nomes daquela região foram mudando, o ‘Andaraí Velho’ foi dando origem a Vila Isabel, Aldeia Campista e Grajaú”, frisa o historiador Maurício Santos.

O que muita gente não sabe é que o bairro do Grajaú cresceu projetado. Ele foi erguido, seguindo planejamentos, sobre um vale conhecido como Vale dos Elefantes, ao sopé do Maciço da Tijuca, próximo ao Pico do Papagaio.

Após um lento desenvolvimento, que mesclava o rural e o urbano, nos anos 1920, enfim, o Grajaú ganhou forma mais completa (a primeira foto mostra a inauguração da Praça Edmundo Rego, nessa época). O nome Grajaú é uma homenagem à cidade maranhense de Grajaú, terra natal do engenheiro Richard (segunda foto), que comprou as terras, projetou, construiu e urbanizou o bairro. Tudo através de sua empresa, a Companhia Brazileira de Immoveis e Construções. “Por conta desse trabalho de Richard, muitos logradouros do bairro têm nome de cidades e rios maranhenses – Gurupi, Mearim e Itabaiana. Além disso, muitos mineiros trabalharam nas obras no Grajaú, então, ruas como Uberaba, Araxá e Juiz de Fora seguem o mesmo motivo para o batismo”, pontua Maurício.

 

Em 1925, foi criada a primeira sede do Grajaú Tênis Clube. Como o espaço ficou famoso, o bairro passou a ser conhecido em toda a cidade do Rio de Janeiro. A terceira foto, do início da década de 50, mostra o clube. Em 1930, o Zepelim passou pelo Grajaú, o que foi registrado em fotografia (foto 4). O bairro, que nasceu planejado, sofreu, nos anos 1960, com o crescimento desordenado da cidade, que culminou no surgimento de morros e favelas. Além de também de ter sido prejudicado pela especulação imobiliária.

Desde 2014, o Grajaú é uma APAC, tutelada pelo IRPH, órgão de patrimônio histórico da Prefeitura.

Saiba mais em www.riodejaneiro.com

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