Se antes a situação já era complicada na gestão do prefeito Paulo Curió, agora, após a intervenção do governador Carlos Brandão, o cenário em Turilândia parece ter afundado de vez — principalmente na educação. Alunos estão ficando sem aula por falta de transporte escolar, já que as estradas simplesmente não oferecem condições de tráfego.
O deputado Othelino Neto se manifestou nas redes sociais e não poupou críticas ao descaso enfrentado pela população.
“Recebi com indignação essas imagens de protesto no povoado Centrinho, em Turilândia. Pais, mães e crianças protestando porque a estrada está intrafegável e o transporte escolar não consegue passar”, destacou.
Segundo o parlamentar, o que as famílias estão reivindicando está longe de ser luxo — é o mínimo.
“O que essas famílias pedem é o básico: estrada em condições, acesso à escola e respeito com seus filhos”, reforçou.
Othelino também criticou duramente a postura do Governo do Estado diante da crise.
“É revoltante ver crianças impedidas de estudar por causa do abandono, por não ter estrada. Enquanto o governador Carlos Brandão vive em agenda política e articulações eleitorais, comunidades inteiras seguem esquecidas, sofrendo com lama, isolamento e descaso”, disparou.
A realidade em Turilândia escancara um problema que vai além da política: é uma questão de dignidade. Para o deputado, o município precisa de atenção urgente.
“Turilândia faz parte do Maranhão e merece respeito. Essas crianças merecem futuro, dignidade e oportunidade”, afirmou.
Ele finalizou garantindo que continuará cobrando providências.
“Seguirei cobrando ações urgentes para recuperar essa estrada e garantir que nenhum aluno fique sem aula por incompetência do poder público. Nosso mandato segue ao lado do povo, denunciando injustiças e exigindo soluções.”
A intervenção estadual foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que decretou o afastamento da gestão municipal por 180 dias. Para assumir o comando da prefeitura, o governador Carlos Brandão nomeou o defensor público Thiago Jozino Macedo, com a missão de reorganizar a administração e assegurar os serviços essenciais.
No entanto, segundo denúncias e relatos da população, o efeito prático tem sido o oposto: em vez de melhorias, o que se vê é o agravamento da crise, com comunidades isoladas e estudantes prejudicados pela falta de acesso à educação.
