Durante entrevista que concedeu à TV Mirante, na manhã desta terça-feira (26), o prefeito Eduardo Braide confirmou que deu prioridade à Avenida dos Holandeses, metro quadrado mais caro de São Luís, em detrimento a outras vias periféricas de maior fluxo de veículos da capital, como a Avenida Jerônimo de Albuquerque, na hora de executar o programa Trânsito Livre.
“Fizemos um estudo das avenidas de São Luís que tinham o maior fluxo de pessoas. Identificamos a Avenida Jerônimo de Albuquerque e a Avenida dos Holandeses. Começamos a intervenção pela Avenida dos Holandeses”, afirmou o prefeito de São Luís, que mostra nitidamente que não conhece os engarrafamentos das avenidas São Sebastião, Casemiro Júnior e Edson Brandão (Anil), Franceses (Alemanha/Vila Palmeira), Guajajaras, João Pessoa (João Paulo), José Sarney (Camboa), Kenedy (Bairro de Fátima) e Portugueses (Bacanga).
Entre quebra-quebra de asfalto e rotatórias, paisagismo, sinalização e outros serviços, já foram cinco das oito etapas do programa realizados somente para solucionar os problemas de mobilidade dos mais abastados da capital. Quem mora na região nobre de são Luís, é visto por Braide, mas quem vive na periferia, só será visto na campanha eleitoral de 2024.
Durante a entrevista, Braide deixa claro que a prioridade é aliviar os problemas de quem possui veículos particulares, ao fazer comparação de tempo de viagem de carros, que não encontram base na realidade. Segundo o prefeito, “aquele horário das 18h ou de mais cedo, carro que passava 30/40 minutos (na Avenida dos Holandeses), passa agora um ou dois minutos”.
Mas Braide não fala daqueles que passam horas dentro de ônibus no trânsito da capital. Para quem vem do Centro sentido Forquilha, no horário das 18h, a demora nos bairros anil e João Paulo ultrapassa a paciência de quem passou o dia trabalhando, sem contar o sufoco que passa para entrar no ônibus, dentro ou fora dos terminais de integrações.
Imagem: TV Mirante
