Após condenação no STF, Bolsonaro tem crise intestinal, vômitos, soluço e pressão baixa

Ex-presidente que posava de “macho invencível” nas redes sociais mostrou que é só uma vela no fogo.

A condenação do STF provocou no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) um mal-estar que beirou o colapso: diarreia, vômito, soluços e pressão baixa. O político foi levado às pressas, na tarde desta terça-feira (16), ao hospital DF Star, em Brasília. Por estar em prisão domiciliar, precisou de todo um aparato: comboio policial e até helicóptero para escoltá-lo até a unidade de saúde — um espetáculo digno de quem ainda tenta posar de chefe de Estado.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe, o ex-capitão, que se vendia como atleta imbatível durante a pandemia, teria sofrido crise de pressão, dores abdominais intensas e os já citados sintomas nada heroicos. Acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, passou a noite internado. Nos bastidores políticos, já circula a versão de que a encenação pode ter como objetivo sensibilizar o STF para manter a prisão domiciliar e evitar a cadeia — como prevê a sentença.

Aliados, claro, tratam de reforçar o roteiro. Afirmam que não se trata de “uma simples medição de pressão e volta para casa”. O médico Cláudio Birolini declarou que o quadro exigiu encaminhamento ao hospital para “avaliação clínica, medidas terapêuticas e exames complementares”. Em bom português: Bolsonaro ficará por lá mais tempo, alimentando o drama.

Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após descumprir medidas cautelares em investigações que apuram sua atuação, em parceria com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), contra os interesses do próprio Brasil. O deputado, aliás, segue confortavelmente nos Estados Unidos, recebendo dinheiro público e conspirando para salvar o pai da cadeia.

O histórico de teatralidade não é novidade. Em setembro de 2018, Bolsonaro protagonizou a famosa “fakeada” em Juiz de Fora — episódio que até hoje levanta suspeitas de milhões de brasileiros. Não houve sangue, a camisa não tinha furo, e o agressor, Adélio Bispo, conseguiu golpear o presidenciável em meio a um batalhão de policiais sem sofrer um arranhão sequer dos exaltados apoiadores. Para completar, justo naquele dia, o político que usava colete à prova de balas até para ir ao banheiro, decidiu sair sem proteção. Coincidência demais?

Bolsonaro, que sempre quis parecer indestrutível, hoje coleciona soluços, diarreias e desculpas. A diferença é que agora não se trata apenas de teatro eleitoral — é a realidade de quem caiu do palanque para dentro do banco dos réus.

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