A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quarta-feira (26), o Projeto de Lei nº 359/2025, de autoria do Executivo estadual, que cria 13 novos cargos na Agência Executiva Metropolitana do Sudoeste Maranhense (AgemSul). A proposta recebeu votos contrários da oposição, mas foi aprovada pela base governista, garantindo mais postos de alto escalão no governo Carlos Brandão (PSB).
Entre as vagas aprovadas, estão dois cargos com salários de R$ 11 mil e outros cinco com remuneração aproximada de R$ 10 mil cada. A criação das funções gerou críticas de parlamentares oposicionistas, que argumentam que o governo deveria priorizar investimentos em áreas essenciais, como saúde e educação.
O deputado Othelino Neto (Solidariedade) se manifestou pelas redes sociais e reforçou sua posição contrária à medida. “Na sessão de hoje, votei contra o Projeto de Lei nº 359/2025, que cria mais 13 cargos na AgemSul. Sabe para quê? Para fazer politicagem. Infelizmente, a base governista aprovou mais esse absurdo. Nós da oposição seguimos firmes contra os abusos do governo e em defesa do Maranhão”, declarou.
A crítica também se estendeu à condução política do Palácio dos Leões. Segundo oposicionistas, a estratégia do governo é ampliar cargos comissionados para contemplar aliados e fortalecer o nome de Orleans Brandão, sobrinho do governador, citado como possível candidato à sucessão em 2026.
Nos bastidores, o comentário é que qualquer projeto encaminhado pelo governador à Assembleia tende a ser aprovado pela base, que inclui parlamentares de diferentes espectros ideológicos, incluindo bolsonaristas radicais a exemplo de Mical e Yglésio.
Othelino Neto ressaltou a contradição de deputados que, em nível nacional, defendem cortes de gastos no governo federal, mas apoiam a ampliação de despesas no Maranhão.
