A Prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, que mais parece a gerente de Braide, abriu licitação para contratar a empresa responsável pela construção de um espaço esportivo comunitário no Residencial Mato Grosso, empreendimento vinculado ao programa Minha Casa Minha Vida que ainda aguarda conclusão e entrega após mais de 13 anos de espera.
O aviso foi publicado no último dia 3 de junho e prevê investimento de R$ 1.983.123,04 (Um milhão, novecentos e oitenta e três mil, cento e vinte três reais e quatro centavos). A sessão para abertura das propostas está marcada para o dia 24 de junho, às 9h30.
A abertura do processo ocorre cerca de dois anos após declarações feitas pelo então prefeito Eduardo Braide (PSD) durante a campanha eleitoral de 2024.
Em debate promovido pela TV Mirante, Braide afirmou que o Residencial Mato Grosso não seria entregue sem que os equipamentos públicos e comunitários estivessem em funcionamento.
“Eu assumi um compromisso, até porque eu fiscalizo as obras do município, que o Residencial Mato Grosso não seria entregue se não estivesse com os equipamentos sociais funcionando”, declarou na ocasião.
Apesar do compromisso anunciado publicamente, os equipamentos prometidos não foram concluídos durante sua gestão. O residencial permaneceu sem entrega definitiva e sem a implantação completa da estrutura anunciada, mesmo após o prazo inicialmente projetado.
No último dia 31 de março, data em que deixou o comando da Prefeitura de São Luís, Braide voltou a comentar o andamento do empreendimento em vídeo divulgado nas redes sociais.
Na ocasião, afirmou que os contratos das moradias seriam assinados em maio e que o conjunto habitacional seria entregue com a infraestrutura social em funcionamento, incluindo creche, unidade básica de saúde, quadra esportiva e centro comunitário.
“Aqui já está praticamente tudo pronto, faltando só a parte de documentação como licenças. Em maio vocês já serão chamados para assinarem os contratos e depois receberem as suas casas. E a Prefeitura já vai deixar tudo funcionando para quando vocês chegarem: creche, UBS, quadra e centro comunitário”, afirmou.
Entretanto, os contratos não foram assinados no prazo anunciado e os equipamentos seguem sem funcionamento.
Paralelamente, a Prefeitura iniciou uma nova etapa de atualização documental dos beneficiários e abriu processo licitatório para viabilizar parte da infraestrutura prevista para o conjunto habitacional.
A movimentação administrativa ocorre em meio à pressão de famílias contempladas pelo programa, que cobram não apenas a conclusão das obras, mas também uma definição sobre a entrega das mais de 3 mil unidades habitacionais previstas no Residencial Mato Grosso.
Para os futuros moradores, o problema deixou de ser apenas atraso de obra e passou a representar insegurança e expectativa prolongada por uma moradia que há mais de uma década permanece sem data definitiva de entrega.
Até o momento, a Prefeitura de São Luís ainda não anunciou oficialmente um novo cronograma para assinatura dos contratos e entrega das unidades habitacionais.
