Um funcionário da empresa Henvil, responsável pela administração do ferryboat São Gabriel, morreu na manhã desta quarta-feira (20) após sofrer um infarto fulminante durante a travessia entre os terminais da Ponta da Espera, em São Luís, e Cujupe, na Baixada Maranhense.
Conhecido como Biel entre amigos e companheiros de trabalho, o funcionário era natural do Pará e atuava diretamente na organização da entrada e saída de veículos da embarcação. Ele trabalhava nas viagens realizadas nos horários das 5h, 12h e 18h, sendo bastante conhecido entre usuários frequentes do sistema ferryboat pelo atendimento prestado durante as operações.
Segundo informações repassadas por trabalhadores e pessoas ligadas ao sistema, o ferryboat não possui equipamentos adequados de primeiros socorros, como desfibrilador, item considerado essencial em situações de emergência cardíaca. A ausência da estrutura necessária teria dificultado o atendimento imediato ao funcionário durante a ocorrência. Ele teria sido socorrido e levado ao hospital, mas não registiu e morreu.
O caso reacendeu críticas sobre as condições de funcionamento do sistema de ferryboat no Maranhão, tanto para passageiros quanto para os trabalhadores que atuam diariamente nas embarcações. Apesar de o serviço ser operado por empresa privada, a atividade é uma concessão pública e depende da fiscalização e regulamentação do Governo do Estado.
Na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputados como Cláudio Cunha e Yglésio Moyses já chegaram a apresentar propostas e requerimentos cobrando melhorias no sistema de ferryboat, incluindo mais segurança e qualidade no atendimento. No entanto, segundo críticas feitas por usuários e trabalhadores do setor, as medidas acabaram não avançando após vetos do governador Carlos Brandão, gerando questionamentos sobre o silêncio de parlamentares aliados do governo diante dos problemas enfrentados diariamente no transporte marítimo maranhense.
