A divulgação da pesquisa eleitoral da empresa M D C LEMOS LTDA (Instituto Inop), contratada pelo Jornal Pequeno para medir intenções de voto ao Governo do Maranhão, acabou gerando forte repercussão nos bastidores políticos e levantando questionamentos sobre a atuação da empresa responsável pelo levantamento.
Isso porque, segundo informações registradas em documentos públicos, o Instituto Inop possui atividades empresariais ligadas a áreas como perfuração de poços artesianos, construção de rodovias e ferrovias, construção de edifícios, instalações elétricas, instalação de ar-condicionado, terraplanagem, arquitetura e paisagismo.
O levantamento chamou atenção principalmente após apontar o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, na liderança da disputa pelo Palácio dos Leões.
De acordo com informações atribuídas ao Conselho Regional de Estatística da 5ª Região (Conre-5), a empresa não se caracterizaria como instituto especializado em pesquisa de opinião pública, o que aumentou os questionamentos sobre a atuação do empreendimento no segmento de levantamentos eleitorais.
Outro ponto citado por críticos envolve o endereço físico informado pela empresa, localizado no bairro Cohab, em São Luís. Segundo relatos, o local indicado não estaria funcionando regularmente como sede operacional de instituto de pesquisa. A empresa tem como proprietária Maria Dalva Cantanheide Lemos.
Nos bastidores da política maranhense, o levantamento passou a ser alvo de debates entre analistas políticos, principalmente pela divergência entre os serviços econômicos registrados pela empresa e a atividade de pesquisa eleitoral divulgada publicamente.
O caso também reacendeu discussões sobre fiscalização, credibilidade e critérios técnicos utilizados por empresas que atuam na realização de pesquisas de intenção de voto no Maranhão.
Apesar das críticas e questionamentos levantados, a pesquisa divulgada segue registrada oficialmente e continua repercutindo no cenário político estadual.
