Iracema Vale se revela “fantoche” do Palácio dos Leões ao admitir ser liderada por Carlos Brandão

Presidente da Assembleia Legislativa afirma, sem rodeios, que o parlamento maranhense atua em benefício do governador, não da população.

A declaração da presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), de que é “liderada pelo governador” Carlos Brandão escancara o que boa parte da população já suspeitava: o parlamento estadual deixou de ser um poder independente para se tornar extensão do Palácio dos Leões. A primeira mulher a comandar a Casa Legislativa assume publicamente o papel de aliada submissa ao chefe do Executivo, consolidando-se como uma peça decorativa da gestão Brandão.

Enquanto o Maranhão enfrenta colapsos em áreas cruciais como saúde, segurança pública, infraestrutura e educação, a presidência da Assembleia Legislativa dedica-se a atuar como cabo eleitoral de Orleans Brandão, sobrinho do governador, ignorando completamente o papel fiscalizador que deveria exercer. Iracema Vale age como se fosse uma secretária informal do governo, priorizando interesses familiares e políticos em detrimento da população.

A parlamentar alega estar sendo perseguida, mas na prática tem adotado uma postura autoritária, silenciando vozes dissonantes e marginalizando aqueles que não seguem fielmente a cartilha do Palácio dos Leões. Sob sua gestão, ser aliado da Assembleia significa, obrigatoriamente, ser aliado do governador — uma amarra institucional perigosa, que fragiliza os pilares democráticos do estado.

A grande pergunta que ecoa nos bastidores políticos é: quem, de fato, persegue quem? Há denúncias de que Iracema estaria utilizando a máquina pública para constranger parlamentares e lideranças que se recusam a declarar apoio a Orleans Brandão, evidenciando um uso político e eleitoral da estrutura do Legislativo.

Estamos, possivelmente, diante da pior gestão da história da Assembleia Legislativa. A imprensa livre precisa romper o silêncio e denunciar essa submissão institucional, mas parte dos veículos de comunicação opta pela omissão — seja por medo de retaliação, seja por conveniência financeira, vendendo opinião ao invés de espaço.

A deputada Iracema Vale, que responde a questionamentos na Justiça, deveria parar de se vitimizar e exercer com responsabilidade o papel que lhe foi confiado nas urnas: o de fiscalizar o governo, e não o de atuar como mordoma da família Brandão. Chega de discursos vazios. O Maranhão precisa de liderança firme, independente e comprometida com o povo — não de mais um “fantoche” político.

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