Para escancarar ainda mais uma possível fraude no contrato de R$ 18 milhões entre a gestão Eduardo Braide (PSD) e a empresa Aroma & Sabor Alimentos LTDA, cujo nome fantasia é “Pier 77” que pertence a um ex-assessor do Prefeito de São Luís de nome Arthur Henrique Segalla de Carvalho Pereira, conhecido como “Sorriso”, o jornalista Domingos Costa trouxe a evidência da relação familiar entre os Braide’s e os Segalla’s em matéria em seu Blogue.
João Vitor Segalla de Carvalho Pereira, conhecido como “Boca” é irmão de “Sorriso”, ex-assessor de Braide quando este ainda era deputado estadual. O jornalista Domingos Costa conseguiu identificar que “Boca” foi até 2023 (ano passado) funcionário da prefeitura de São Luís na gestão Eduardo Braide.
Conforme o Portal de Transparência da Prefeitura de São Luís, João Vitor Segalla atuou, entre maio de 2021 e julho de 2023, como Analista Técnico da SEMGOV – Secretaria Municipal de Governo. Para a jornada de 40 (quarenta) horas semanais, recebia R$ 3.159,00 mensal. Veja abaixo o documento.
Ficou, portanto, dois anos e dois meses como funcionário público municipal comissionado da gestão Eduardo Braide, amigo de “Sorriso”, irmão de “Boca”.
– “Coincidência” de empregos
Porém, entre maio de 2022 e novembro de 2023, de acordo com o currículo de João Vitor em um site de empregos, ele foi Engenheiro de Sistemas Pleno em tempo integral de uma empresa privada, tendo como cliente a Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão.
Ou seja, durante um ano e dois meses – Boca – “conciliou” as duas atividades com jornadas de trabalho conflitantes. Um fenômeno, sem dúvidas!
A suspeita que paira sobre “Boca” é de que trata-se de um possível “funcionário fantasma” – aquele que recebe salário mensalmente, mas nunca comparece no ambiente de trabalho para exercer a respectiva função pública de confiança a qual foi nomeado pelo prefeito Braide.
Todas as informações constam no Diário Oficial do Município de São Luís e no Linkedin do familiar de “Sorriso”, que foi agraciado com R$ 18.013.158,00 (dezoito milhões, treze mil, cento e cinquenta e oito reais), dispensados de licitação para fornecer alimentação aos hospitais municipais de São Luís.
Por Domingos Costa
