Morre em São Luís, aos 75 anos, o radialista Robson Neri, o eterno “Garoto do Bigode”

Comunicador marcou gerações no rádio esportivo maranhense e também construiu história como empreendedor no Centro da capital.

São Luís perdeu nesta quinta-feira (25) uma das vozes mais conhecidas e folclóricas do rádio esportivo maranhense. Morreu, aos 75 anos, o radialista Sebastião Edson de Paula Neri, eternizado entre colegas, ouvintes e amigos como Robson Neri – o inesquecível “Garoto do Bigode”.

Dono de um estilo irreverente, carismático e popular, Robson construiu uma trajetória que ultrapassou os estúdios de rádio e alcançou gerações de ludovicenses também como empreendedor, sendo lembrado pelo tradicional lanche que se tornou referência na Praça Deodoro, no Centro da capital maranhense.

O rádio maranhense se despede de um profissional que transformava transmissões esportivas e programas de rádio em espetáculo. Era daqueles comunicadores que prendiam o ouvinte ao pé do rádio, independentemente do placar ou da qualidade do jogo.

Ao longo da carreira, passou por importantes emissoras como Rádio Gurupi, posteriormente transformada em Maranhão FM, além da Rádio Timbira e da Rádio Educadora, emissoras que nasceram no tradicional formato AM e posteriormente migraram para FM.

Entre suas marcas profissionais, ficou conhecido por utilizar um modelo de transmissão esportiva que se popularizou antes da era digital, realizando coberturas chamadas de “off-line”, feitas a partir da narração e acompanhamento por outras fontes de áudio — uma alternativa que exigia experiência, improviso e grande capacidade de comunicação em uma época sem internet e sem plataformas de vídeo.

O falecimento gerou comoção entre profissionais da comunicação. Em nota de pesar, o Sindicato dos Radialistas do Maranhão (Sinrad-MA) lamentou a perda do comunicador.

“É com profundo pesar que o Sindicato dos Radialistas do Maranhão recebe a notícia do falecimento do nosso querido companheiro Robson Neri, carinhosamente conhecido por todos como ‘O Garoto do Bigode’.”

A entidade destacou que Robson foi mais do que uma voz marcante nas ondas do rádio: tornou-se um símbolo da comunicação maranhense, reconhecido pelo estilo próprio, pela proximidade com o público e pela dedicação ao ofício.

Profissional respeitado dentro e fora dos microfones, Robson também atuou no setor comercial e construiu relações de amizade e admiração ao longo de décadas de trabalho.

Ele deixa a esposa, dona Zenaide, dois filhos: Jefferson e Kátia, que residem em Brasília-DF, familiares, amigos e uma legião de ouvintes que acompanharam sua trajetória.

Seu legado permanece como parte da história da radiodifusão maranhense — uma história construída com voz, carisma, criatividade e paixão pelo rádio.

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