Pelos menos dois prefeitos do Maranhão estão encontrando dificuldades na realização de empréstimo junto aos bancos nacionais. São eles: Paulo Curió, prefeito de Turilândia-MA e Drº Julinho Matos, prefeito de São José de Ribamar. O problema, segundo fontes, seria a situação financeira de cada município.
Desde quando sinalizou o empréstimo no valor de R$ 15 milhões, em 19 de janeiro deste ano, Paulo Curió tem feito de tudo para viabilizar a liberação do recurso. Ao todo, foram 47 movimentações, entre alterações e analises da proposta feita junto à Caixa Econômica Federal (CEF). Até agora, o empréstimo nunca foi aprovado.
Em uma tentativa de acelerar a liberação do recurso, Paulo Curió aceitou aumentar os juros, que irão ser pagos no empréstimo. Com isso, os juros passariam de R$ 7.371.532,09 (sete milhões, trezentos e setenta e um mil, quinhentos e trinta e dois reais e nove centavos) para R$ 11.100.229,70 (onze milhões, cem mil, duzentos e vinte dois reais setenta centavos), deixando o valor da dívida em R$ 26.100.229,70 e não R$ 22.371.532,09 como na proposta anterior.
No próximo mês, a proposta de empréstimo sinalizada por Paulo Curió completará 1 ano na mão do gerente da Caixa Econômica Federal, sem previsão de aprovação.
Já o prefeito de São José de Ribamar, Drº Julinho Matos (PL) vive um dilema parecido. Desde quando decidiu pedir um empréstimo de R$ 40 milhões junto ao Banco de Brasília, em 27 de abril deste ano, a proposta de empréstimo já teve 51 movimentações, e completando 8 meses sem previsão de liberação.
O dinheiro do empréstimo seria usado para financiamento da segunda parte do Programa Cidade em Obras, onde irá realizar obras de infraestrutura urbana e rural, aluguel de equipamentos e criação de aparelhos e espaços públicos.
Pelo visto, é melhor recriar o programa e mudar para “Cidade em Oração”, já que nem o santo padroeiro está ajudando na liberação.
Por Folha do Maranhão
