Rosário-MA: Prefeito Jonas Magno quer abocanhar empréstimo de R$ 8 milhões

Dívida do município pode disparar e comprometer mais de uma década de gestão pública.

Com uma gestão considerada desastrosa por críticos, o prefeito de Rosário, Jonas Magno (PDT), parece disposto a empurrar o município para um novo ciclo de endividamento. O gestor formalizou junto ao Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA) um pedido de certidão para viabilizar a contratação de um empréstimo de R$ 8 milhões junto à Caixa Econômica Federal. A medida é etapa obrigatória para conseguir o aval do Ministério da Fazenda e dar andamento à operação de crédito.

De acordo com documentos obtidos pelo site Folha do Maranhão e confirmados pelo G7MA, os recursos seriam divididos da seguinte forma: até R$ 6,5 milhões destinados à instalação de placas solares em prédios públicos e até R$ 1,5 milhão para modernização da iluminação pública.

O problema, segundo especialistas e moradores, não está apenas no destino do dinheiro, mas no peso da conta. Com juros e encargos, o valor do empréstimo pode praticamente dobrar, chegando à casa dos R$ 20 milhões, com prazo de pagamento que pode ultrapassar 10 anos — ou seja, uma dívida que atravessa gestões e impacta diretamente os cofres públicos por muito tempo.

Essa não é a primeira investida de Jonas Magno nessa linha. Ainda no início do mandato, com apenas cinco meses à frente da prefeitura, o gestor encaminhou à Câmara Municipal um projeto solicitando autorização para um empréstimo ainda mais robusto: R$ 30 milhões, também voltado para a área de energia. A proposta chegou a tramitar, mas diante da repercussão negativa e do desgaste político, acabou sendo suspensa.

O histórico recente também pesa contra a atual tentativa. A contratação do empréstimo de R$ 8 milhões já havia sido barrada anteriormente por decisão da desembargadora Angela Maria Moraes Salazar, do Tribunal de Justiça do Maranhão. A magistrada determinou a suspensão da operação após análise de um agravo de instrumento apresentado pelo ex-prefeito Calvet Filho (Republicanos), mesmo com a aprovação do Projeto de Lei nº 07/2025 pela maioria dos vereadores.

Agora, após um período de impasse, o prefeito volta à carga e recoloca na mesa uma proposta que acende o alerta: até que ponto vale a pena comprometer o futuro financeiro do município em troca de obras que poderiam, segundo críticos, ser planejadas com mais responsabilidade?

No meio dessa queda de braço, uma coisa é certa: a conta chega — e, como sempre, quem paga é o povo.

Sair da versão mobile