Tio do deputado federal Pedro Lucas é alvo de operação da Polícia Federal que apura suposto esquema de venda de sentenças no MA

Investigação aponta indícios de participação de empresários e agentes públicos em decisões judiciais sob suspeita.

O ex-deputado estadual Manoel Ribeiro, proprietário da TV Maranhense, foi alvo de mandados cumpridos pela Polícia Federal nesta quarta-feira (1º), no âmbito da Operação Inauditus, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais no Maranhão.

Manoel Ribeiro é tio do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil). Segundo as investigações, ele estaria entre os alvos que teriam relação com negociações envolvendo decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Até o momento, não há condenação, e o caso segue em apuração.

De acordo com informações obtidas a partir de delação premiada, uma decisão judicial teria sido negociada com a participação do desembargador Antônio Pacheco Guerreiro Júnior, com intermediação do ex-assessor Lúcio Fernando Penha Ferreira. Ambos já haviam sido citados em investigações anteriores, como a Operação 18 Minutos, deflagrada em 2022.

Reportagem da TV Globo aponta que, durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 280 mil em espécie, além de armas de fogo, em endereços ligados ao ex-deputado. Os valores e materiais recolhidos serão analisados no curso do inquérito.

As apurações indicam que uma das suspeitas envolve a negociação de decisão judicial relacionada à venda de um terreno, que teria beneficiado diretamente o investigado. No entanto, os detalhes ainda estão sendo aprofundados pelas autoridades.

A Operação Inauditus investiga a existência de uma rede que envolveria magistrados, assessores, advogados e empresários, com atuação voltada à suposta manipulação de decisões judiciais em processos de alto valor.

Entre as medidas já adotadas pela Justiça estão a prisão preventiva de um dos investigados, o afastamento de magistrados, além da imposição de restrições como proibição de acesso ao TJMA e de contato entre os envolvidos.

Até o momento, os citados não se manifestaram publicamente sobre o caso. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas.

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