Árbitro da FMF e CBF recebe salário de R$ 3 mil na Prefeitura de Rosário-MA

Nomeado como coordenador na Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS), profissional reside em outra cidade

Uma nova polêmica envolvendo a gestão do prefeito Jonas Magno veio à tona neste domingo (30). De acordo com dados do Portal da Transparência, o árbitro Antônio Adriano de Oliveira, que integra os quadros da Federação Maranhense de Futebol (FMF) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), foi nomeado como coordenador na Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) de Rosário-MA, com salário de R$ 3 mil, mesmo não tendo formação para o suposto cargo.

Poderia ter sido nomeado na Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, já que tem habilidades profissionais para o esporte. Mas nomear na SEMUS foi um exagero, para não chmar de esconderijo das “macacadas” na gestão Jonas Magno.

Segundo apuração do Portal G7, Antônio Adriano reside na Rua São Lucas, Centro da cidade de Alto Alegre do Maranhão, a aproximadamente 160 km de Rosário, o que levanta questionamentos sobre seu vínculo funcional e suas atividades no cargo dentro da SEMUS.

Nomeação levanta suspeitas

A nomeação do árbitro ocorreu em 1º de janeiro de 2025, no início da gestão de Jonas Magno. Fontes ligadas à administração municipal afirmam que Antônio Adriano teria proximidade com o secretário municipal de Esporte e Lazer, Dimas Tinoco Rocha. Antes de assumir o cargo, ele teria realizado um curso de arbitragem em Rosário no início do ano, o que, segundo interlocutores, teria facilitado sua nomeação.

Outras irregularidades

A descoberta ocorre dias após a revelação de que Carlan da Silva Sena, membro da comissão técnica do time Sub-20 do Sampaio Corrêa, também recebe salário de R$ 3 mil pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer de Rosário-MA, apesar de residir em São Luís.

As informações levantadas pelo Portal G7 podem atrair a atenção do Ministério Público do Maranhão, uma vez que, de acordo com fontes, a Câmara de Vereadoress da cidade estaria alinhada à atual gestão e não teria demonstrado interesse em fiscalizar essas nomeações supostamente fantasmas.

Até o momento, a Prefeitura de Rosário não se manifestou sobre o caso. O G7 deixa o espaço aberto ao prefeito Jonas Magno, assim como aos citados nesta matéria.

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