Dia do Professor: Othelino Neto critica governo Brandão e cobra valorização da categoria

Educação da rede pública de ensino do Maranhão vive um dilema estrutural e emocional

O deputado estadual Othelino Neto (sem partido) criticou o governo de Carlos Brandão (PSB) nesta terça-feira (15), Dia do Professor, ao apontar problemas na área da educação pública estadual e atrasos nos pagamentos de profissionais da rede.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a data, que deveria ser de celebração e reconhecimento, acabou marcada pela insatisfação dos educadores. Segundo ele, o Estado tem falhado em garantir direitos da categoria e em manter a estrutura das escolas. “Hoje é o Dia do Professor, uma data que deveria ser de celebração e reconhecimento. Mas, infelizmente, no Maranhão, não há muito o que comemorar. O governo Brandão recebeu bilhões para valorizar a educação pública, mas até para pagar o direito dos professores — os precatórios do Fundef — foi preciso muita pressão”, declarou Othelino.

O deputado também criticou o atraso no pagamento de salários de professores contratados. “Enquanto isso, professores contratados estão há cinco meses sem receber salário, e muitos nem matrícula têm. Esse é o tratamento que o professor maranhense merece?”, questionou.

Othelino acusou ainda o governador de priorizar articulações políticas em detrimento da educação. “Governador, respeite a educação pública. Cuide do professor. Valorize quem ensina. Porque sem profissional valorizado e bem remunerado, o sistema não funciona. Eu sei que o senhor não tem essa sensibilidade, mas está sendo cobrado — não só por mim, mas pelos professores de todo o Maranhão”, completou.

As críticas do parlamentar se somam a reclamações de entidades e profissionais da área, que apontam problemas estruturais em escolas, atrasos salariais, falta de incentivo à categoria e deficiência no transporte escolar em diversos municípios. Segundo pais de alunos, em muitas cidades o transporte tem sido custeado pelas prefeituras devido à “inoperância do governo estadual”.

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