Um vídeo que circulou amplamente nas redes sociais nos últimos dias voltou a expor as condições precárias da rodovia MA-106, no trecho que liga os municípios de Turilândia e Governador Nunes Freire, na Baixada Maranhense. As imagens mostram trabalhadores de uma empresa contratada pelo Governo do Maranhão utilizando barro para tapar buracos na pista, prática que tem gerado críticas e questionamentos sobre a qualidade do serviço executado e o uso de recursos públicos.
A repercussão do vídeo levou o deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade), líder da oposição na Assembleia Legislativa do Maranhão, a se manifestar publicamente sobre o caso. Em suas redes sociais, o parlamentar classificou a situação como desrespeitosa com a população da região.
“Um cidadão gravou a situação da MA-106, no trecho entre Turilândia e Governador Nunes Freire, no dia 5 de janeiro. O que aparece no vídeo é revoltante: barro, buracos e abandono total”, afirmou o deputado.
Othelino Neto também criticou o que chamou de ações paliativas do governo estadual, alegando que intervenções superficiais não resolvem os problemas estruturais da rodovia. Segundo ele, há desperdício de dinheiro público em serviços que não garantem durabilidade nem segurança aos motoristas.
“O ano muda, o IPVA chega para todos, mas as estradas do Maranhão seguem do mesmo jeito. Não dá para aceitar que, enquanto a população paga impostos, as rodovias continuem sem manutenção adequada e sem respeito com quem precisa delas para trabalhar, estudar e se deslocar com segurança”, declarou.
Ao final da postagem, o parlamentar reafirmou o compromisso de continuar fiscalizando as ações do Executivo estadual. “Vamos continuar cobrando, fiscalizando e denunciando. O Maranhão precisa de estradas de verdade, não de propaganda enganosa”, concluiu.
Além da MA-106, motoristas também enfrentam dificuldades em outras rodovias da Baixada Maranhense, como a MA-014, considerada uma das principais ligações entre a capital São Luís, o Litoral Ocidental e municípios da região. As más condições dessas vias têm provocado prejuízos a empresários, produtores rurais e à população em geral, que depende das rodovias para o escoamento da produção e o deslocamento diário.
