Escândalo do Fundeb: prefeito de Urbano Santos é acusado de usar verba da educação para pagar aliados políticos

Processo aponta que Clemilton Barros teria transferido valores milionários a familiares de políticos, empresários e pessoas sem vínculo com a educação municipal.

Um processo protocolado na Justiça Eleitoral do Maranhão acusa o prefeito de Urbano Santos, Clemilton Barros Araújo (reeleito em 2024), de desviar recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para beneficiar familiares, aliados políticos e pessoas sem vínculo com a educação pública. Entre os supostos beneficiados estariam parentes da deputada estadual Iracema Vale (PSB), atual presidente da Assembleia Legislativa, e do ex-prefeito de Belágua, Herlon Costa.

A denúncia foi protocolada pelo advogado Phellype Kássio Barbosa da Silva, no processo nº 0600003-19.2025.6.10.0073, ao qual o Portal G7 teve acesso. Segundo os documentos anexados, os repasses irregulares teriam ocorrido entre janeiro e dezembro de 2024, totalizando mais de R$ 10 milhões em transferências diretas da conta do Fundeb municipal. Veja a petição clicando AQUI

De acordo com a petição, os recursos públicos teriam sido destinados mensalmente a pessoas ligadas ao prefeito, a empresários da região e a familiares de figuras públicas com influência política local. O advogado alega que os pagamentos configuram possível desvio de verbas públicas, além de suspeitas de uso do dinheiro para fins eleitorais.

Entre os beneficiados apontados no processo encaminhado à justiça estão:

Parentes do prefeito Clemilton Barros:

Parentes de Iracema Vale e do ex-prefeito Herlon Costa:

Familiares de empresários:

Os documentos indicam que membros da família do empresário José Amorim, considerado um dos maiores do município, também receberam recursos do Fundeb, mesmo sem vínculo com a educação. Entre os nomes citados estão:

Outros nomes que aparecem na lista sagrada:

A lista ainda inclui pessoas identificadas como “laranjas” ou sem relação com a educação municipal. Alguns exemplos:

A denúncia argumenta que muitos dos citados não residem em Urbano Santos ou jamais atuaram em atividades ligadas à rede pública de ensino. O caso levanta suspeitas sobre a existência de funcionários fantasmas e uso político da folha de pagamento da educação.

A reportagem foi baseada em documentos públicos anexados à ação judicial. O Ministério Público do Maranhão e a Câmara de Vereadores devem ser os responsáveis por investigar a legalidade das transferências e a possível prática de improbidade administrativa.

A redação do Portal G7 entrou em contato com a Prefeitura de Urbano Santos e com a assessoria da Assembleia Legislativa, que representa a deputada Iracema Vale, mas até o fechamento desta reportagem, não houve manifestação oficial. O espaço permanece aberto para manifestações dos citados.

Veja o processo na íntegra clicando AQUI

Sair da versão mobile