O empresário Antônio Calisto Vieira Neto, proprietário da Construmaster Construções e Locações, que havia feito uma denúncia de corrupção grave contra o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, não compareceu a uma oitiva, marcada para a tarde desta sexta-feira (12), na Câmara Municipal de São Luís, na qual ele prestaria esclarecimentos acerca de suposto esquema fraudulento dentro da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP), que teria sido denunciado por ele.
Calisto, através dos seus advogados, alegou que está em viagem na Europa. Ele havia sido convidado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Casa para apuar supostas irregularidades em contratos emergenciais firmados pela gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD).
Diante da ausência do empresário, peça fundamental para desvendar um possível esquema dentro da Prefeitura de São Luís, o convite foi transformado em convocação e Calisto terá que se fazer presente no plenário Simão Estácio da Silveira na próxima quinta-feira, dia 18 de julho, às 9h.
NOVAS CONVOCAÇÕES
Os membros da CPI da Corrupção também deliberaram em convocar a atual secretária municipal de Saúde, Ana Carolina Marques Mitri da Costa, e o ex-titular da pasta, Joel Nunes, pré-candidato a vereador da capital pelo PSD. O agora pré-candidato a vereador deixou a pasta em março, antes, inclusive do período exigido pelo órgão eleitoral.
Os depoimentos de ambos foram marcados para esta terça-feira, dia 16, às 14h. Outra convocação foi endereçada ao secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, David Col Debella, acusado por Antônio Calisto, que praticar suposta corrupção.
O convite feito à Calisto se deu por pedido do presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), que afirmou ter sido procurado pelo empresário que lhe relatou a existência de um esquema fraudulento na Semosp, além de ter sido vítima de extorsão supostamente praticada pelo próprio prefeito e Col Debella.
Em dois comentários feitos em uma publicação de Braide nas redes sociais, que foram apagados posteriormente, Antônio Calisto disparou xingamentos contra o prefeito e o secretário, garantindo ter sido extorquido, mesmo tendo ganho, licitamente, uma concorrência da Prefeitura.
Informou ter ganho uma licitação junto à Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos e que denunciou o fato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário após o certame ter sido cancelado, sendo contratada, de forma emergencial, uma outra empresa que teria apresentado proposta com maior valor.
O Ministério Público, vale destacar, arquivou a denúncia formulada pelo empresário Antônio Calisto, não dando tanta importância para o fato. O arquivamento foi patrocinado pelo promotor de Justiça Zanony Passos Filho, que está afastado da função após o próprio Paulo Victor denuncia-lo por crime de extorsão.
Por Gláucio Ericeira (Editado)
