Governador Brandão demite servidor em tratamento de hemodiálise e revolta toma conta dos bastidores

Sebastião Cardoso Júnior, no cargo desde 2015, está de licença médica para tratar doença renal e mesmo assim foi desligado.

Uma decisão do governador Carlos Brandão tem gerado forte repercussão e indignação nos bastidores da política maranhense. Trata-se da exoneração de um servidor público que, segundo denúncia, está em tratamento de saúde e afastado por licença médica.

O caso veio à tona após a publicação do desligamento de Sebastião Cardoso Júnior, que ocupava o cargo desde 2015. De acordo com relatos, ele enfrenta um quadro de doença renal e realiza sessões semanais de hemodiálise, estando oficialmente de licença médica desde 2025.

A situação chamou atenção não apenas pela exoneração em si, mas pelo momento em que ocorreu — justamente durante um tratamento considerado delicado e contínuo.

Em manifestação nas redes sociais, o próprio servidor classificou o ato como “covarde” e afirmou que irá buscar medidas judiciais. “Estou profundamente revoltado com o governador Carlos Brandão e sua Secretária de Igualdade Racial pelo gesto covarde de me desligar do cargo de assessor sênior que ocupava desde 2015, sendo público e notório que estou de licença médica desde outubro de 2025, tendo iniciado tratamento de hemodiálise em junho do mesmo ano”, declarou.

Nos bastidores, o episódio reacende críticas à condução administrativa do governo estadual, com opositores apontando falta de sensibilidade em decisões que envolvem servidores em situação de vulnerabilidade.

Não é caso isolado?

O caso de Sebastião não seria o único episódio polêmico envolvendo exonerações durante momentos delicados. Em 2025, o então secretário de Comunicação do governo, Sérgio Macedo, também foi alvo de críticas após a exoneração do jornalista Jalber Pereira da Rádio Timbira.

Na ocasião, o desligamento teria ocorrido dias antes de um procedimento cirúrgico. Segundo relatos, o profissional mantinha plano de saúde dentro da emissorad, mas perdeu o benefício com a exoneração, sendo obrigado a custear o procedimento por conta própria para não comprometer sua saúde.

Clima de pressão

Diante dos episódios, cresce a pressão por explicações oficiais do governo estadual. Até o momento, não houve manifestação pública detalhando os critérios adotados para a exoneração de servidores em situações de afastamento médico.

Enquanto isso, o caso segue repercutindo e deve ganhar novos desdobramentos na esfera judicial, podendo abrir um debate mais amplo sobre direitos de servidores públicos em tratamento de saúde e os limites da administração pública.

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