Um levantamento realizado pelo Portal G7 no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela uma suposta fraude na prestação de contas de 4 candidatas a vereadora pelo Podemos em São Luís. No site do TSE é possível ver que elas receberam entre R$180 mil e R$350 mil cada da Direção Nacional do Podemos, via Fundo Especial de Financiamento de Campanha, mas não obtiveram êxito nas urnas, inclusive com votação inexpressivas.
Mas até aí tudo certo. O problema é que além dos valores altíssimos recebidos no Podemos e poucos votos nas urnas, a prestação de contas das candidatas chama atenção pela semelhança dos dados enviados ao TSE. Fazendo uma ligeira comparação, o Portal G7 percebeu que os prestadores de serviços são os mesmos e o que muda em relação a cada prestação, são os vaores pagos a cada prestador, o que varia de acordo com o montante recebido por cada candidata. Isso pode caracterizar fraude eleitoral dentro da cota feminina do Podemos e caso a Justiça Eleitoral tenha interesse em investigar e detectar alguma treta, pode cassar a chapa do partido do deputado federal Fábio Macedo.
A candidata Ana Amélia Mendes Lobo Jardim (Ana Lobo), que recebeu R$250 mil do Podemos, mas só obteve 394 votos, declarou a justiça eleitoral ter gasto R$100 mil com a empresa KM Produções & Eventos LDA com produção de adesivos, folders, botons, santinhos, cartazes e perfurados. Já com a Sapere Consultoria Ltda, Ana Lobo teria gasto R$90 mil com aluguel de equipamentos de som e produtos para eventos políticos. Só com a empresa CGC Contabilidade Ltda, ana Lobo gastou R$30 mil. Com serviços advocatícios Ana Lobo gastou R$30 mil com Thibério Henrique Lima Cordeiro.
Já a candidata Brenda Carvalho Pereira (Brenda Carvalho), que teria sido contemplada com R$ 300 mil da Direção Nacional do Podemos, e obteve apenas 18 votos nas urnas da capital maranhense nas eleições de 2024, declarou a justiça eleitoral ter pago R$153 mil a empresa KM Produções & Eventos LDA com produção de adesivos, folders, botons, santinhos, cartazes e perfurados. Já com a Sapere Consultoria Ltda, Brenda Carvalho gastou R$67 mil com aluguel de equipamentos de som e produtos para eventos políticos. Para a empresa CGC Contabilidade Ltda, Brenda declarou ter pago R$30 mil pelos serviços contábeis. Já com serviços advocatícios, Brenda Carvalho pagou R$30 mil a Thibério Henrique Lima Cordeiro.
Outra candidata do Podemos que praticamente repetiu a mesma prestação de contas, trocando apenas os vaores, foi Simone Karla, que recebeu R$300 mil do partido e obteve apenas míseros 320 votos nas urnas no último dia 6 de outubro. Ela declarou a justiça eleitoral ter pago R$150 mil a empresa KM Produções & Eventos LDA com produção de adesivos, folders, botons, santinhos, cartazes e perfurados. Já com a empresa Sapere Consultoria Ltda, Simone Karla diz que gastou R$50 mil com aluguel de equipamentos de som e produtos para eventos políticos. Para a empresa CGC Contabilidade Ltda, Simone declarou ter pago R$30 mil pelos serviços contábeis. Já com serviços advocatícios, Simone Karla diz ter pago R$30 mil a Thibério Henrique Lima Cordeiro.
A candidata Rebeca Silva Braga de Meneses (Rebeca Braga), que recebeu do Podemos a bagatela de R$350 mil e obteve 526 votos, também repetiu em sua prestação de contas informações das candidatas acima citadas, apenas com ressalvas, já que houveram mais prestadores de serviços em sua declaração. Ela diz ter pago R$130 mil a empresa KM Produções & Eventos LDA para compra de adesivos, folders, botons, santinhos, cartazes e perfurados. Já com a empresa Sapere Consultoria Ltda, Rebeca Braga diz que gastou R$40 mil em aluguel de equipamentos de som e produtos para eventos políticos. Para a empresa CGC Contabilidade Ltda, Rebeca declarou ter pago R$30 mil pelos serviços contábeis. Já com serviços advocatícios, Rebeca Braga diz ter pago R$30 mil a Thibério Henrique Lima Cordeiro. Ela ainda declarou ter gasto R$150,143,00 com a malharia Beth, R$39.960,00 com a empresa Nilson R. Silva Ltda e R$15.900,00 com alimento e bebidas.
Basta fazer uma breve comparação entre a prestação de contas de campanha de cada para perceber a semelhança em quase tudo. Tentaram maquear apenas os números, na tentativa de despistar os órgãos fiscalizadores e a imprensa. Caso a suspeita de fraude venhar ser confirmada, a justiça pode eliminar toda chapa do Podemos.
Partidos como PL e MDB também são suspeitos, mas isso será pauta para um novo levantamento do Portal G7 neste final de semana.
