Militares e bombeiros desvalorizados no Maranhão com aval dos deputados governistas

Proposta que concederia 20% de reajuste aos profissionais da segurança pública foi derrubada pela base de Carlos Brandão na Assembleia Legislativa.

A valorização dos policiais militares e bombeiros do Maranhão sofreu mais um revés político. A Assembleia Legislativa rejeitou, nesta semana, proposta do deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade) que previa reajuste de 20% aos profissionais da segurança pública, acumulado ao aumento concedido em 2023.

A derrota foi articulada pela base governista, que seguiu orientação do Palácio dos Leões e votou contra a medida. Para agradar o governador Carlos Brandão (PSB), os deputados da situação enterraram uma proposta que poderia representar reconhecimento ao trabalho e ao risco diário enfrentado por militares e bombeiros.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Othelino Neto criticou abertamente o governador e os parlamentares aliados. “O governador Carlos Brandão preferiu impor a MP 496/2025, que fixa os subsídios ao modo dele, sem reconhecer o trabalho e o sacrifício diário dos policiais e bombeiros militares que arriscam a vida pela população”, declarou.

O parlamentar também reforçou sua posição de defesa da categoria: “Nós votamos a favor da valorização, mas o governo e sua base mostraram que não querem respeitar quem protege o povo do Maranhão. Seguiremos firmes na luta em defesa dos militares, dos bombeiros e de todos os maranhenses”.

A decisão escancara a contradição dos deputados governistas. Os mesmos que não hesitam em aprovar aumento de impostos ou projetos de interesse direto do Executivo rejeitam melhorias salariais para profissionais que atuam sob condições precárias e com soldos defasados. Enquanto policiais e bombeiros enfrentam carência estrutural, baixo efetivo e sobrecarga de trabalho, parlamentares da base desfrutam de mordomias garantidas pelo governo.

Na prática, a votação deixa claro que a segurança pública não é prioridade do governo Brandão, nem de seus aliados na Assembleia. Para os militares e bombeiros, fica a sensação de desvalorização e de abandono institucional — um retrato preocupante de como o Maranhão trata aqueles que arriscam a própria vida para proteger a população.

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