A construção do Mercado Provisório da Cidade, erguido pela Prefeitura de São Luís no Anel Viário para abrigar os feirantes durante a reforma do Mercado Central, tornou-se alvo de críticas por parte dos trabalhadores que deveriam ocupar o espaço.
A obra do mercado temporário custou cerca de R$ 18 milhões, valor que corresponde a quase metade do orçamento previsto para a reforma definitiva do Mercado Central, estimada em R$ 49,8 milhões. Apesar do investimento, feirantes afirmam que o espaço não oferece condições adequadas de funcionamento.
Segundo relatos, os boxes não foram entregues prontos, obrigando trabalhadores a utilizarem recursos próprios para montar estruturas básicas a fim de garantir a continuidade das atividades comerciais. Há também queixas relacionadas à limpeza, segurança e condições sanitárias do local.
De acordo com os feirantes, o mercado provisório tem sido alvo de furtos e vandalismo. Eles relatam ainda problemas estruturais que, segundo afirmam, dificultam a comercialização de alimentos, incluindo a presença de insetos e roedores.
A insatisfação resultou em protesto realizado nesta quarta-feira (11), quando trabalhadores bloquearam a Avenida Guaxenduba, uma das principais vias de acesso ao Centro Histórico da capital. Os manifestantes rejeitam a transferência para o novo espaço, alegando precariedade da estrutura, localização considerada inadequada e falta de informações claras sobre o prazo de conclusão da reforma do Mercado Central.
Alguns feirantes também questionam os critérios adotados para a distribuição dos espaços. Há relatos de trabalhadores que afirmam ter perdido boxes ocupados há décadas sob a justificativa de que estariam sendo utilizados como depósito.
As críticas se estendem à condução do processo por parte da administração municipal, especialmente quanto à comunicação com a categoria. Durante evento oficial, o prefeito Eduardo Braide atribuiu parte da resistência à mudança à postura de feirantes, o que gerou ainda mais insatisfação entre os trabalhadores.
A Prefeitura de São Luís ainda pode se manifestar oficialmente sobre as reclamações apresentadas pelos feirantes.
