O deputado estadual Othelino Neto voltou a cobrar publicamente do governador Carlos Brandão investimentos efetivos na segurança pública do Maranhão. Em meio ao aumento de assaltos, homicídios e à escassez de policiais e equipamentos, moradores relatam viver sob constante medo, sobretudo no interior do Estado, onde há municípios que sequer contam com delegacia de polícia.
Em pronunciamento recente, Othelino Neto classificou o cenário como alarmante. “Fui à tribuna hoje falar sobre o lamentável clima de insegurança no Maranhão. A violência cresce, os assaltos e homicídios aumentam; as pessoas vivem reféns do medo, enquanto o desgoverno Carlos Brandão demonstra total incapacidade de investir e garantir segurança à população”, afirmou o parlamentar.
Durante o discurso, o deputado citou o caso ocorrido em Santa Inês, onde a primeira-dama do município, Paula Prata, esposa do prefeito Felipe dos Pneus, foi atingida por um tiro de raspão dentro de uma academia. O episódio, considerado grave, expôs de forma contundente a fragilidade da segurança pública e reforçou a percepção de que a violência atinge todas as camadas da sociedade.
Segundo Othelino Neto, a sensação de insegurança não se restringe a uma única região. Cidades como São Luís, Caxias, Timon, Balsas, Santa Inês, Codó, Chapadinha, Imperatriz, São José de Ribamar, Vargem Grande, além de diversos municípios da Baixada Maranhense, enfrentam o mesmo problema, com relatos frequentes de crimes e falta de policiamento ostensivo.
“O Maranhão vive uma crise séria na Segurança Pública, e o governo precisa assumir sua responsabilidade, em vez de gastar rios de dinheiro com propaganda e festas”, criticou o deputado, ao defender prioridade orçamentária para o setor.
A violência crescente também tem atingido agentes de segurança, com registros de policiais vitimados por criminosos. Ainda assim, o governo estadual segue divulgando números oficiais que apontariam melhora nos índices, versão que é questionada por parlamentares da oposição e por moradores. Para críticos da gestão, a discrepância entre os dados oficiais e a realidade vivida pela população reforça a cobrança por ações concretas e imediatas para conter a criminalidade no Maranhão.
