Soldado Geidson Thiago é promovido a cabo post-mortem após solicitação do deputado Rodrigo Lago

O crime segue sob apuração da Polícai Civil e o inquérito deve ser concluído nas próximas semanas.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), concedeu a promoção post-mortem ao soldado da Polícia Militar, Geidson Thiago dos Santos, assassinado no último domingo (6) em Trizidela do Vale. O reconhecimento ocorreu após o deputado estadual Rodrigo Lago (PCdoB) protocolar, na terça-feira (8), uma indicação formal à Secretaria de Segurança Pública do Estado solicitando a elevação de posto do militar como ato de justiça póstuma.

O soldado Geidson foi morto com cinco tiros pelas costas, e o autor dos disparos, segundo a Polícia Civil, foi o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), que se apresentou e confessou o crime. O caso provocou grande comoção entre agentes de segurança pública e repercussão na classe política.

Em sua justificativa, Rodrigo Lago afirmou que a promoção é um reconhecimento à dedicação do policial e à sua conduta exemplar em serviço. “Um gesto de justiça e respeito. Que Deus conforte a família e seus irmãos de farda. Tenham a minha solidariedade”, publicou o parlamentar em suas redes sociais.

Após a manifestação pública de Rodrigo Lago e o protocolo da indicação junto à Secretaria de Segurança, o governador Carlos Brandão anunciou a promoção em sua conta oficial. “Em respeito à memória do soldado Geidson Thiago dos Santos, informo que será concedida a promoção post mortem, conforme o Art. 8º da Lei de Promoção. Reconhecimento pelo seu trabalho na proteção dos maranhenses. Reafirmo meu pesar à família e aos amigos. Que Deus conforte a todos”, disse Brandão, sem mencionar o autor da solicitação parlamentar.

A reação do governo à tragédia foi criticada por parlamentares da oposição, que consideraram morosa e impessoal a postura do Palácio dos Leões diante do assassinato de um agente da segurança pública por um agente político. Brandão só se pronunciou oficialmente mais de 24 horas após o crime, e não fez menção direta ao prefeito João Vitor Xavier, que está sendo investigado pela Polícia Civil.

Sair da versão mobile