Nos bastidores da política maranhense, especialmente na região da Baixada, o comentário é um só: o prefeito de Pedro do Rosário (MA), Toca Serra, teria protagonizado uma reviravolta política daquelas ao romper, de uma só vez, com dois aliados históricos que sempre ajudaram sua gestão.
Segundo informações que circulam nos corredores do poder, o gestor municipal teria deixado de lado o grupo liderado por Othelino Neto e Marrequinha após receber uma proposta considerada “irrecusável” de um deputado federal. O motivo? Uma suposta dívida que gira em torno de R$ 1 milhão com um agiota da “Princesa da Baixada”.
De acordo com relatos atribuídos à chamada “rádio peão”, Toca Serra teria contraído o empréstimo para quitar compra de terras, mas desde 2025 enfrentaria dificuldades para quitar o débito. As cobranças insistentes teriam aumentado a pressão sobre o prefeito, criando um cenário de tensão nos bastidores.
Fontes bem posicionadas em Pedro do Rosário afirmam que, diante do aperto, o prefeito teria encontrado na política uma saída: o apoio ao novo aliado serviria como possível moeda de troca para a suposta quitação da dívida. Na prática, uma mudança de lado que, para muitos, soou como traição dupla, já que Othelino Neto e Marreca Filho teriam sido traídos por Toca Serra.
“Foi uma lapada só”, comentou uma fonte da Baixada Maranhense, ao destacar que o rompimento ocorreu de forma rápida e sem maiores explicações públicas”, indicando uma aproximação já consolidada entre as partes.
Apesar das especulações, não há confirmação oficial sobre a existência da dívida nem sobre qualquer acordo envolvendo sua quitação. Procurado, o prefeito não se manifestou até o fechamento desta matéria.
Enquanto isso, o clima nos bastidores segue quente. E, segundo apurado, novas informações sobre a gestão de Toca Serra devem vir à tona nos próximos dias. Há quem diga que são “bombas” difíceis de conter — e que, dessa vez, nem promessa política nem milagre financeiro serão suficientes para apagar o incêndio.
