Uma verdadeira bomba política pode estremecer a gestão do prefeito de Rosário, Jonas Magno. Segundo denúncia apresentada pelo radialista Carlos Afonso no programa Alô Bacurau, o próprio prefeito aparece no Portal da Transparência do município ocupando o cargo de secretário adjunto de Meio Ambiente em sua administração.
De acordo com as informações divulgadas, a nomeação teria sido realizada no dia 23 de janeiro de 2025, com salário de aproximadamente R$ 4 mil mensais. O detalhe que chamou atenção é que Jonas Magno já recebe salário como prefeito do município, estimado em cerca de R$ 11 mil.
Somando os dois vencimentos, o gestor estaria recebendo mais de R$ 14 mil mensais pagos com recursos públicos.
A denúncia rapidamente ganhou repercussão em Rosário e passou a gerar questionamentos sobre possível acúmulo irregular de funções dentro da administração municipal.
Segundo o apresentador Carlos Afonso, os dados foram extraídos diretamente do Portal da Transparência da Prefeitura de Rosário. Ainda de acordo com a denúncia, a Secretaria Adjunta de Meio Ambiente estaria sem ocupante formal e o próprio prefeito apareceria como adjunto da pasta desde janeiro de 2025.
Caso as informações sejam confirmadas, especialistas apontam que a situação poderá gerar questionamentos jurídicos e até eventual necessidade de devolução de recursos ao erário público.
Nos bastidores políticos do município, o caso já começa a levantar suspeitas ainda maiores sobre uma possível “farra” de altos salários dentro da prefeitura.
Segundo denúncias apresentadas no programa, existiriam servidores com duas matrículas em secretarias diferentes, recebendo altos salários, enquanto alguns funcionários afirmam nunca ter recebido os valores que aparecem vinculados aos seus nomes no sistema público.
A situação passou a alimentar suspeitas sobre possíveis funcionários fantasmas dentro da gestão municipal.
Além disso, críticos da administração questionam a legalidade de o prefeito ocupar simultaneamente cargo de secretário em sua própria estrutura administrativa, já que a função de secretário existe justamente para auxiliar o chefe do Executivo, e não ser exercida pelo próprio gestor.
Diante da repercussão, cresce a pressão para que o Ministério Público do Maranhão e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) investiguem o caso e realizem auditoria nos contratos, folhas salariais e vínculos funcionais da Prefeitura de Rosário.
Até o momento, a Prefeitura de Rosário ainda não divulgou nota oficial esclarecendo as denúncias apresentadas no programa Alô Bacurau.
Fonte: Carlos Afonso
