No centro da polêmica sobre o “carro do milhão”, em que o prefeito Eduardo Braide (PSD) começa a derreter mediante a opinião pública, o gestor enfrenta o abandono dos poucos aliados que tem na Câmara Municipal de São Luís. Nem mesmo o vídeo que ele gravou tentando se explicar, na quarta-feira (7), colocando o irmão Tonho Braide como o principal culpado da treta, acalmou os ânimos dentro ou fora de campo.
Daniel Oliveira (PSD), líder do governo na Câmara, Chaguinhas (PSD), crítico ao PT e ao Lula, Karla Sarney (PSD), Antônio Garcês e Rosana da Saúde (Republicanos) são alguns dos vereadores que mantêm completo silêncio até o momento sobre o caso. Marcos Castro (PSD), figura carimbada em eventos da prefeitura na companhia de Braide, é outro que sumiu após o escândalo.
Domingos Paz (DC), cassado na última sexta-feira (9), nunca se preocupou em defender o aliado antes, imagina agora após ser cassado e abandonado por Braide a Deus dará. Sem mandato e com os direitos políticos suspensos, Paz será mais um daqueles jogados por Braide na cova do calvário.
A relação de Eduardo Braide com a Câmara de Vereadores já era tensa, com a maioria dos membros não sendo tão simpáticos à sua administração. Esse vínculo piorou com a instalação da CPI dos contratos emergenciais e tem ficado ainda mais azedo após as denúncias de corrupção dentro da gestão Braide.
O estouro do “carro do milhão” foi o último prego no caixão, não só desse relacionamento, mas da cambaleante reputação do prefeito, que vendeu em 2020 um produto falsificado chamado Braide 19, mas agora após a descoberta das mentiras e das tretas, enfrenta sucessivas suspeitas em sua gestão.
Por Domingos Costa
