Vigilância Sanitária interdita cozinha que preparava alimentos para pacientes da rede estadual em Imperatriz-MA

Local funcionava sem alvará sanitário e em condições consideradas incompatíveis com padrões mínimos de segurança alimentar.

Onde a saúde deveria ser tratada com responsabilidade, o que se viu foi um cenário de risco à vida. A Vigilância Sanitária interditou a cozinha responsável pelo preparo das refeições servidas a pacientes de unidades da rede estadual de saúde em Imperatriz, na Região Tocantina.

A interdição ocorreu após denúncias e foi confirmada em reportagem exibida pela TV Mirante. De acordo com a Vigilância Sanitária, o estabelecimento funcionava de forma irregular, sem alvará sanitário, além de apresentar condições inadequadas de higiene, contrariando normas básicas de segurança alimentar.

As refeições produzidas no local eram destinadas a pacientes de unidades sensíveis da rede estadual, como a maternidade de alto risco, a UPA estadual e o Hemomar, o que ampliou a gravidade do caso.

Diante da situação, o deputado estadual Othelino Neto utilizou as redes sociais para criticar a condução da política de saúde do governo Carlos Brandão. “Estamos falando de comida servida a pacientes da maternidade de alto risco, da UPA estadual e do Hemomar. Isso é grave, revoltante e inadmissível. Seguiremos cobrando explicações, responsabilidades e providências imediatas. Saúde pública não comporta improviso, muito menos descaso. O Maranhão merece respeito”, afirmou o parlamentar, que integra a oposição ao governo estadual.

Segundo relatos de fontes ligadas à área da saúde, o problema não se limita à cozinha interditada. Unidades da rede estadual estariam enfrentando abandono estrutural, com falta de leitos, precarização de serviços e denúncias de interferência política na gestão hospitalar.

Há ainda queixas de pacientes e acompanhantes sobre a superlotação de hospitais e UPAs, atribuída, segundo essas fontes, a nomeações por indicação política, o que comprometeria o funcionamento das unidades e colocaria em risco a qualidade do atendimento à população.

Diante das denúncias, cresce a pressão para que o Ministério Público do Maranhão apure as irregularidades. Críticos do governo apontam que a Assembleia Legislativa do Maranhão tem se mantido omissa, enquanto deputados aliados evitam cobrar explicações do Executivo estadual sobre a crise na saúde pública.

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