Adolescente com leucemia aguarda há quase 1 mês na UPA de Coroatá-MA vaga de leito para o Hospital Geral em São Luís

Sem leito para transferência, familiares denunciam demora do Estado e cobram providências urgentes para salvar a vida da filha.

A situação da adolescente Raquel Cristina, diagnosticada com leucemia, tem gerado comoção e revolta em Coroatá, no interior do Maranhão. Há semanas, a jovem permanece internada em coma na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, aguardando transferência para uma unidade especializada em tratamento oncológico, em São Luís. Segundo familiares, a falta de um leito adequado tem impedido o início do tratamento necessário e urgente.

O depoimento dos pais da adolescente, divulgado nesta semana, foi descrito como um pedido de socorro diante da demora do poder público em garantir o atendimento especializado. Eles relatam que, apesar da gravidade do quadro clínico, não houve até o momento uma solução efetiva por parte do Estado.

A situação reacende críticas à condução da política de saúde do Maranhão. Para familiares e lideranças políticas, enquanto recursos públicos são destinados a eventos festivos e ações consideradas secundárias, pacientes seguem enfrentando longas filas e dificuldades de acesso a serviços de alta complexidade, tanto na capital quanto no interior.

O deputado estadual Othelino Neto (PSB) se manifestou sobre o caso em suas redes sociais e cobrou providências imediatas do governador Carlos Brandão. Em publicação, o parlamentar classificou a situação como inadmissível.

“Governador Carlos Brandão, é inadmissível que uma família precise implorar por aquilo que é um direito básico: acesso à saúde. O Estado precisa agir com urgência. Não é favor, é dever. Trata-se de uma vida. Minha total solidariedade aos pais e meu compromisso de seguir cobrando providências. Nenhuma vida pode esperar”, escreveu.

Além das críticas ao governador Carlos Brandão, também há questionamentos direcionados à Secretaria de Estado da Saúde. Setores da sociedade e da oposição avaliam que a pasta deveria priorizar a ampliação do acesso a leitos e o fortalecimento da rede estadual, sobretudo para casos de alta complexidade, como o tratamento oncológico.

O caso de Raquel Cristina expõe, mais uma vez, a fragilidade da rede de regulação de leitos no Maranhão e levanta cobranças sobre a atuação dos órgãos de controle. Até o momento, não houve manifestação oficial da Secretaria de Estado da Saúde sobre a situação específica da adolescente.

Enquanto isso, a família segue aguardando uma vaga que pode significar a diferença entre a vida e a morte.

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