A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas ao esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os alvos da operação está o advogado Willer Tomaz, apontado como suposto proprietário do Grupo Difusora de Comunicação, no Maranhão.
Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços localizados no Distrito Federal e no Maranhão.
Segundo a Polícia Federal, o avanço das investigações ocorreu após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, poderiam ter sido realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações envolvendo dinheiro em espécie.
A suspeita investigada é de que essas operações tenham sido utilizadas para ocultar ou dissimular a origem e a destinação de recursos relacionados aos fatos apurados na Operação Sem Desconto.
Nesta nova etapa, os policiais federais buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para esclarecer a origem e o destino dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e a eventual participação individual dos investigados.
A Operação Sem Desconto investiga um suposto esquema de descontos irregulares realizados em benefícios previdenciários. A nova fase concentra-se especificamente na apuração de possíveis crimes de lavagem de dinheiro relacionados aos fatos já investigados.
Até o momento, a inclusão de Willer Tomaz entre os alvos da operação não significa, por si só, que tenha sido condenado ou que sua responsabilidade pelos fatos esteja comprovada. As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal.
