O governador Flávio Dino deu o recado sobre como vai conduzir o processo de escolha do candidato a governador do seu grupo político, que está marcado para este mês. O socialista usou ventriloquismo e deixou claro como vai ser a estratégia.
Durante o ato de lançamento de sua pré-candidatura, o secretário Felipe Camarão disse em entrevista que o PT e outros partidos vão pedir o adiamento da decisão sobre a candidatura para o ano que vem.
“Não cremos que o governador vai escolher o nome agora no mês de novembro. Nós do partido dos trabalhadores e das trabalhadoras conversamos com outros partidos signatários da carta, como o PCdoB, o PSB, e acreditamos que o governador irá fazer essa escolha apenas no ano que vem”, informou.
Ora, como todos sabem, Camarão não faz absolutamente nada que não seja orientado pelo governador. Ou seja, a estratégia está montada e Flávio Dino vai fingir que não está por trás de tudo.
Quando chegar o dia da reunião, o governador vai fingir cinicamente ser um magistrado e que não tem nada a ver com isso, mas que os partidos é que irão decidir. PT, PSB e PCdoB, de Camarão, além de PROS e PSDB, de Brandão, e Solidariedade, de Simplício Araújo, vão pedir o adiamento da definição, porque estão longe de conseguir atingir os critérios estabelecidos.
Os partidos aliados da candidatura de Weverton Rocha vão pedir a manutenção da data estabelecida: PDT, DEM, Republicanos, PSL, PP e Cidadania. Assim, o governador vai “lavar as mãos” como Pilatos e dizer que a decisão foi da maioria dos partidos e não dele, para adiar a solução para o ano que vem. Por isso ele deu recente entrevista afirmando que a solução seria em novembro. Assim, dá ares de que, “se dependesse dele”, cumpriria a palavra.
Só lembrando que a maioria desses partidos que vão votar pelo adiamento são os que ele controla e teve total ingerência na decisão.
