Uma verdadeira “caça às bruxas” se instalou nas últimas semanas no Hemonúcleo de Pinheiro após a nomeação da nova diretora Glauce Canindé, indicada pelo deputado estadual João Batista Segundo (Avante), aliado direto do governador Carlos Brandão.
Segundo denúncias recebidas pelo Portal G7, Glauce teria assumido o cargo com a missão de “limpar” a unidade, demitindo ou perseguindo funcionários que não se alinhem politicamente à sua gestão a de seu padrinho. A situação gerou um ambiente de insegurança e tensão entre os servidores da saúde, muitos dos quais atuam há mais de 15 anos na instituição.
De acordo com relatos, a diretora estaria circulando com uma lista de demissões em mãos, apontando nomes de servidores a serem afastados por critérios exclusivamente políticos. A gota d’água teria sido a suposta exoneração de uma enfermeira ligada a um prefeito da região, cuja esposa é pré-candidata a deputada estadual.
O clima dentro da unidade teria se deteriorado ainda mais nas últimas semanas. Funcionários relatam episódios de assédio moral e funcional, além da falta de preparo da nova gestora, o que estaria agravando a instabilidade emocional e o sofrimento psíquico da equipe.
As denúncias incluem acusações de ameaças veladas, pressão para pedidos de exoneração e constrangimentos públicos. O caso já gerou reações de bastidores, inclusive entre aliados do próprio governo estadual, que estariam desconfortáveis com a postura da nova diretora.
A equipe do Portal G7 entrou em contato com o deputado João Batista Segundo, padrinho político de Glauce Canindé, por meio do WhatsApp, para que pudesse se manifestar sobre as denúncias. Até o fechamento desta matéria, porém, não houve retorno. O espaço segue aberto, tanto para o parlamentar quanto para a diretora acusada, caso desejem apresentar suas versões dos fatos.
