Enquanto Orleans Brandão, o “Bebê Reborn” do Palácio dos Leões, tenta comprar apoio político distribuindo picanha e bajulação na Cabana do Sol, o vice-governador Felipe Camarão pisa firme no chão da realidade: representou o presidente Lula na assinatura de ordem de serviço para a construção de 50 casas populares no quilombo Amapá dos Lucindos, em Nina Rodrigues.
Dois caminhos opostos, que revelam muito sobre o tipo de projeto político que cada um representa. De um lado, um nome empurrado goela abaixo da base governista, sem votos, sem legado e sem história no serviço público, mas cercado por deputados dependentes de favores, alimentados à custa do erário e do apadrinhamento. Orleans Brandão tenta herdar o Palácio dos Leões como se fosse um título de nobreza. Seu principal cabo eleitoral é o pai Marcus Brandão, que comanda a Assembleia Legislativa nos bastidores, mesmo sem mandato, como se fosse uma extensão da cozinha do Palácio dos Leões.
Do outro lado, Felipe Camarão — que, goste-se ou não, é um quadro técnico, professor, gestor, com serviços prestados na educação, e que tem construído pontes institucionais com o governo federal. Sua presença na agenda oficial em nome do presidente Lula não é à toa: é sinal de confiança e de alinhamento com um projeto político de verdade, com foco em inclusão social e cidadania.
A simbologia é gritante. Enquanto Orleans serve carne assada a deputados fisiológicos, Camarão entrega sonhos de moradia digna a famílias quilombolas. Enquanto um tenta se fazer conhecido nos bastidores, o outro cumpre papel público na linha de frente, sem precisar de sobrenome para justificar sua presença.
Carlos Brandão, ao insistir no nome do sobrinho como sucessor, revela a face mais atrasada do Maranhão político: aquela que acredita que o poder pode ser transmitido como herança, como se o Palácio dos Leões fosse uma fazenda de família. Pior: tenta usar o prestígio de Lula para legitimar um projeto conservador, centralizador e sem base popular. Mas Lula não é tolo — sabe que está sendo usado e já começa a dar sinais claros de com quem pode contar em 2026.
Se a disputa pela sucessão já começou, o povo do Maranhão também já está observando. E entre um prato de picanha e uma casa para morar, não é difícil imaginar o que escolher.
