Basta percorrer o Maranhão para encontrar obras paradas, promessas não cumpridas e reclamações da população contra o governo de Carlos Brandão. Nesta segunda-feira (11), o deputado estadual Fernando Braide voltou a denunciar o que classificou como mais um caso de descaso da atual gestão estadual com trabalhadores maranhenses.
Segundo o parlamentar, pequenos empreendedores de São Raimundo das Mangabeiras, município localizado na região de Balsas, teriam sido retirados às pressas de seus pontos comerciais sob a promessa de uma reforma no espaço. No entanto, de acordo com a denúncia, a obra nunca foi iniciada.
Fernando Braide afirmou que os trabalhadores receberam a informação de que precisariam desocupar imediatamente o local para evitar que os recursos da obra fossem bloqueados ou devolvidos. Ainda segundo relatos dos comerciantes, o governo teria prometido a construção de um novo mercado para acomodar os empreendedores, promessa que, até agora, não teria saído do discurso.
“Até agora, nem sinal de obra, muito menos de informação sobre o serviço. Enquanto isso, quem tirava o sustento das vendas no local se vira como pode para garantir o sustento de casa. Essa é a marca de uma gestão que não se preocupa com o povo”, declarou Fernando Braide.
A situação tem gerado revolta entre trabalhadores da cidade, que afirmam ter perdido a principal fonte de renda após deixarem seus pontos comerciais acreditando nas promessas do governo estadual.
Nos bastidores da política maranhense, aliados e adversários costumam classificar Carlos Brandão como o “governador das promessas”, devido ao grande número de obras anunciadas e ao ritmo lento na execução de algumas ações pelo interior do estado.
A crítica ganha ainda mais força quando comparada à situação de obras na própria Grande Ilha de São Luís, onde diversos projetos enfrentam atrasos e cobranças da população. Para muitos moradores do interior, se na capital algumas intervenções já caminham lentamente, em municípios mais distantes, como São Raimundo das Mangabeiras, localizado a cerca de 800 quilômetros de São Luís, a sensação é de abandono ainda maior.
