O aumento da criminalidade tem exposto a vulnerabilidade de trabalhadores do transporte por aplicativo no Maranhão. Mototaxistas, taxistas e motoristas por aplicativo relatam uma rotina marcada por assaltos, sequestros e ameaças de facções criminosas que atuam tanto na capital, São Luís, quanto em cidades do interior.
Na última terça-feira (26), a violência fez mais uma vítima: o jovem Franklin Cesar, que trabalhava como MotoUber, foi encontrado morto em uma cova rasa no bairro Bequimão, em São Luís. Ele havia saído de casa no domingo (24) para trabalhar, mas desapareceu sem dar notícias. O corpo foi localizado no bairro Bequimão, após buscas da polícia e de familiares.
Casos semelhantes têm sido registrados com frequência, principalmente na capital São Luís e Imperatriz. De acordo com informações da Polícia Civil, motoristas de aplicativos e taxistas estão entre os alvos preferenciais de criminosos, em muitos casos ligados a facções. Alguns profissionais já perderam a vida durante o trabalho.
A morte de Franklin mobilizou protestos nesta terça-feira em São Luís. Um grupo de MotoUbers bloqueou trechos da Avenida Daniel de La Touche, próximo ao retorno da Jerônimo de Albuquerque, para cobrar do governo Carlos Brandão medidas de segurança mais eficazes. O ato deixou o trânsito da região praticamente parado nos dois sentidos.
Profissionais afirmam que trabalham sob constante medo e que a sensação de insegurança é generalizada, principalmente no período noturno. “A gente sai de casa sem saber se volta. A cada corrida é uma incerteza”, relatou um motorista que participou do protesto.
Especialistas apontam que a fragilidade na política de segurança pública do governo Carlos Brandão dificulta o enfrentamento ao crime organizado, que passou a dominar bairros de São Luís. Policiais que atuam na linha de frente também reclamam da falta de efetivo e de investimentos.
Até o fechamento desta reportagem, o governo do Maranhão não havia se pronunciado sobre a morte do jovem nem sobre as reivindicações da categoria. A única coisa que a SSPMA fez foi mandar policiais para inibir os manifestantes.
Enquanto o Maranhão está sendo tomado por facções criminosos, o governador Carlos Brandão está preocupado em fazer campanha antecipada na tentativa de eleger o sobrinho, Orlenas Brandão como governador do Maranhão.
