Prefeito Kabão firma dez contratos com cooperativa que somam quase R$ 20 milhões

Contratações têm como objetivo a terceirização de mão de obra para atuar em órgãos da Prefeitura de Cantanhede.

O prefeito de Cantanhede (MA), José Martinho dos Santos Barros, conhecido como Kabão, firmou dez contratos aditivados com a Cooperativa de Trabalhos da Área de Produção de Bens de Cantanhede (SERVCOOP) que, juntos, somam R$ 18.663.568,00 (Dezoito milhões, seiscentos e sessenta e três milhões, quinhentos e sessenta e oito reais) conforme dados disponíveis no Portal da Transparência do município.

As contratações têm como objeto a prestação de serviços de terceirização de mão de obra em caráter complementar, destinada a atender diversas secretarias da administração municipal. Os valores variam de acordo com cada pasta beneficiada.

A dimensão financeira dos contratos chama atenção e levanta questionamentos sobre a legalidade, a economicidade e a real necessidade dessas contratações, especialmente diante de precedentes recentes no Maranhão. Em dezembro de 2025, por exemplo, o município de Turilândia, na Baixada Maranhense, foi alvo de uma operação do Gaeco, que resultou na prisão de prefeito e vereadores acusados de desvio de recursos públicos.

De acordo com informações oficiais, a SERVCOOP tem sede na Rua do Cajueiro, no Centro de Cantanhede, e possui como dirigentes Lecivanda Costa Lopes, na função de diretora, e Carlos André Conceição da Silva, como presidente. Outro dado que desperta atenção é o capital social da cooperativa, declarado em apenas R$ 9 mil, valor considerado baixo diante do volume milionário dos contratos firmados com o poder público.

Diante desse cenário, cresce a cobrança para que a Câmara Municipal de Cantanhede cumpra seu papel constitucional de fiscalização dos atos do Executivo, analisando a legalidade e a execução dos contratos. Também há expectativa de atuação do Ministério Público do Maranhão, a quem cabe apurar eventuais irregularidades e, se constatadas, adotar as medidas judiciais cabíveis.

Contratos desse porte exigem transparência, controle rigoroso e fiscalização permanente, tanto para verificar se os serviços terceirizados estão sendo efetivamente prestados quanto para afastar suspeitas de uso indevido de recursos públicos.

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