A secretária de Segurança Pública do Maranhão, coronel Augusta Andrade, está sendo cobrada a agir com urgência diante de um caso grave que levanta suspeitas sobre a conduta de um policial militar. A denúncia envolve a não prisão em flagrante de Carolina Sthela, apontada como agressora da empregada doméstica Samara Regina, que, segundo informações, está grávida de cinco meses e teria sido vítima de violência.
De acordo com relatos que circulam nas redes sociais, áudios atribuídos à suspeita, vazados de um grupo de WhatsApp, indicam que uma viatura da Polícia Militar esteve no local da ocorrência. No entanto, ainda segundo esse material, um dos policiais seria amigo da agressora e, em vez de efetuar a prisão, teria orientado a suspeita a não confessar o crime.
A gravidade da situação levanta questionamentos sobre possível omissão e quebra de dever funcional. O caso exige apuração rigorosa por parte da Secretaria de Segurança Pública, tanto para esclarecer os fatos quanto para preservar a credibilidade das instituições.
Augusta Andrade assumiu a pasta em meio a um cenário já delicado, após a saída do ex-secretário, Maurício Martins alvo de acusações de assédio. Agora, enfrenta mais um episódio que demanda resposta firme e transparente.
É inaceitável que uma equipe policial, diante de uma ocorrência dessa natureza, deixe de cumprir seu papel legal. Caso as denúncias se confirmem, medidas administrativas e disciplinares devem ser adotadas, incluindo a identificação e o afastamento do agente envolvido.
Mais do que uma questão disciplinar, o episódio toca em um ponto sensível: a proteção de uma mulher grávida, em situação de vulnerabilidade. A sociedade espera uma resposta à altura — rápida, justa e sem conivência.
