POLÍCIA

Mulher acusada de torturar empregada doméstica grávida no Maranhão é presa no Piauí

Policial militar investigado por participação nas agressões também foi preso em São Luís.

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (7), Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusada de agredir e torturar a empregada doméstica Samara Regina, grávida, em um condomínio de Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. A prisão aconteceu em Teresina, no Piauí.

O caso, que ganhou forte repercussão no Maranhão, veio à tona após denúncias divulgadas pela imprensa sobre as agressões ocorridas no último dia 17 de abril. Segundo as investigações, Carolina teria participado diretamente das sessões de violência contra a vítima, com apoio de um policial militar.

A prisão foi confirmada pelo governador Carlos Brandão, que também anunciou a identificação do policial citado nas denúncias. Contra ele, foi expedido mandado de prisão, além da abertura de procedimento administrativo pela Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão.

O policial identificado como Michael Bruno Lopes Santos também acabou preso em São Luís. Ele é investigado por suposta participação nas agressões e por possível envolvimento na dinâmica de tortura denunciada pela vítima.

De acordo com as investigações, Samara Regina teria sido submetida a agressões físicas e ameaças após ser acusada de um suposto furto. O caso ganhou contornos ainda mais graves após o surgimento de áudios atribuídos à acusada, nos quais ela relata as agressões com frieza e naturalidade.

As denúncias também apontam que a vítima, grávida, teria sido ameaçada com arma de fogo e agredida dentro da residência onde trabalhava. A Polícia Civil trata o caso como tortura e lesão corporal gravíssima, diante da violência empregada e do risco à gestação.

Segundo o Governo do Maranhão, a vítima está recebendo assistência e proteção enquanto as investigações seguem para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica do crime.

O caso gerou forte indignação popular e reacendeu o debate sobre violência contra mulheres, abuso de autoridade e a necessidade de rigor absoluto na punição de agentes públicos envolvidos em crimes graves.

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