Circulação do ferryboat Zé Humberto é suspensa no Maranhão

Embarcação com 36 anos de uso tem causado pânico nos passageiros

O Governo do Maranhão, após muita pressão, decidiu suspender temporariamente a circulação do ferry boat Zé Humberto, conhecido pelas panes, pela degradação estrutural e pelo risco em que coloca a vida dos milhares de usuários do sistema de embarcações que abreviam deslocamento entre São Luís e a Baixada Maranhense.

Tremendo feito vara verde, um porta-voz da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) afirmou, na tarde desta quarta (18), durante entrevista à TVGlobo local, que o ferry velho será tirado de circulação até que apresente as condições de conforto, tempo e navegabilidade para continuar operando na travessia da Baía de São Marcos.

Não era para menos!

Beirando ao colapso, o sistema de ferry boat foi degradado por intervenções do governo de Flávio Dino e degringolou na gestão da MOB, mas ficou pior ao ser transferido para a administração da Emap, comandado pelo baiano Gilberto Lins, que também foi gestor no governo Flávio Dino.

No final de semana, o famigerado Zé Humberto ficou à deriva no meio do Boqueirão, assustando passageiros que embarcaram no Cujupe com destino ao porto da Ponta da Espera em são Luís. Nesta terça-feira (17), o São Gabriel, embarcação trazida do Pará – apresentado na campanha eleitoral como a moderna embarcação
que resolveria todos os problemas da travessia – também encalhou duas vezes.

A Emap, presidida por Gilberto Lins, passou administrar a operação dos ferrys velhos na gestão carlos Brandão, que operam no sistema aquaviário do estado. Mas o baino tenta culpar as empresas pelas constantes panes, enquanto o guardião Eduardo Nicolau “cochila” em cima dos R$ 90 milhões nos cofres suplementados pelo governo Brandão.

Já o baiano, que não anda de ferryboat, joga dinheiro público pelos ares, com o aluguel de um superhelicóptero ao custo de R$ 7,7 milhões, suficientes para a conclusão de obras paralisadas no embarque do Cujupe e da Ponta da Espera.

Por Marrapá

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