Prefeito de Passagem Franca vai gastar quase R$ 800 mil com aluguel de veículos e contratos geram suspeitas

Quantidade de veículos, valores e até a existência de alguns equipamentos contratados levantam questionamentos no município.

A gestão do prefeito de Passagem Franca, Francisco Menezes Souza, o “Chicão da Parabólica”, está no centro de novos questionamentos após a celebração de contratos de locação de veículos que, juntos, somam quase R$ 800 mil.

Os contratos firmados pelo Município de Passagem Franca-MA com a empresa Jônatas da Silva Lima LTDA, inscrita no CNPJ nº 45.524.084/0001-09, têm despertado desconfiança entre moradores da cidade, principalmente em relação às quantidades contratadas, aos valores envolvidos e até mesmo à inexistência na cidade de alguns dos veículos previstos nos acordos.

A empresa contratada possui sede no bairro Paulo Falcão, em Presidente Dutra-MA, e tem como principal atividade econômica registrada a coleta de resíduos não perigosos. Ainda assim, foi contratada para fornecer uma frota diversificada de veículos para atender diferentes setores da administração municipal.

Entre os itens previstos nos contratos estão sete veículos de passeio, cinco motocicletas, cinco picapes, quatro caminhões baú e três ônibus, totalizando 24 veículos. O valor global dos contratos chega a R$ 795.691,08 (Setecentos e noventa e cinco mil, seiscentos e noventa e um reais e oito centavos) para o ano de 2026.

O que mais chama atenção, segundo denúncias locais, é que alguns desses veículos simplesmente não estariam circulando ou sequer existiriam na prática. Um dos exemplos citados é o caminhão baú que deveria ser utilizado no transporte de carnes do Matadouro Municipal para açougues e frigoríficos da cidade, mas ninguém nunca viu.

Apesar da justificativa contratual mencionar exigências da Vigilância Sanitária para garantir transporte adequado da carne destinada ao consumo humano, moradores afirmam que a realidade é bem diferente. Segundo relatos, o transporte continua sendo feito de forma precária, utilizando pequenas carroças adaptadas a motocicletas.

Outro ponto que gerou questionamentos foi o fato de a empresa Ambiental — nome fantasia ligado à contratada — ter sido criada apenas em março de 2022 e possuir capital social declarado de R$ 200 mil. Para críticos da contratação, seria incompatível imaginar que uma empresa com esse capital tenha estrutura própria para manter uma frota tão ampla de veículos.

Além do contrato geral firmado pela Prefeitura, outro acordo específico foi assinado pela Secretaria Municipal de Educação, representada pela secretária Márcia Menezes Sousa, também com a empresa Jônatas da Silva Lima LTDA.

Segundo denúncias, até mesmo um ônibus que deveria atender exclusivamente à Educação não estaria sendo encontrado em circulação no município.

Diante das suspeitas, moradores de Passagem Franca cobram mais transparência da gestão municipal e pedem fiscalização rigorosa dos órgãos de controle sobre os contratos, execução dos serviços e efetiva utilização dos veículos pagos com recursos públicos.

Sair da versão mobile