Produtora KM que funciona dentro de um AP no Olho D’água fatura R$ 1,4 milhão com campanhas de candidatos do Podemos e União Brasil no MA

O estranho é que os candidatos que foram eleitos gastaram menos com material gráfico que os derrotados nas urnas

A KM Produções e Eventos, especializada em shows e eventos, empresa que tem como dono Kleber Moreira Neto, e funciona no AP 301, no Condomínio Vale do Pimenta, no bairro Olho Dágua em São Luís, segundo cadastro na Receita Federal, faturou R$ 1.429.500,00 (Um milhão, quatrocentos e vinte nove mil e quinhentos reais) com as campanhas doos candidatos do Podemos, liderado por Fábio Macedo, e do União Brasil nas eleições deste ano no Maranhão.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), candidatos a prefeito e vereador registraram 62 lançamentos de despesas pagas à produtora com recursos do Fundo Eleitoral. Entre os clientes da empresa está o prefeito reeleito de Cajarí, Constâncio Souza (União Brasil).

Em São Luís, o diretório do Podemos destinou R$ 400 mil à KM para publicidade por adesivos. Além disso, sete candidatos a vereador, todos não eleitos, repassaram um total de R$ 969,5 mil à produtora, comandada por Kleber Moreira Neto.

O Podemos de São Luís conseguiu eleger três vereadores: Fábio Macedo Filho, Raimundo Júnior e Wendell Martins. Nos bastidores, porém, há questionamentos sobre o desempenho e os custos das candidaturas femininas, que não ultrapassaram mil votos, levantando discussões sobre a aplicação da Súmula 73 do Tribunal Superior Eleitoral.

Um exemplo citado é Simone Karla, da Cohab, que obteve 320 votos e gastou R$ 150 mil na campanha com a KM, sendo R$ 24,5 mil destinados exclusivamente à produção de bandeiras. Outra candidata do Podemos, que foi cliente da KM foi Anninha Lobão, que pagou R$100 mil pelos serviços.

A candidata Brenda carvalho (Podemos), que recebeu R$300 mil do partido e tirou apenas 18 votos, pagou R$153 mil a empresa KM pela suposta produção de materiais de campanha, mas segundo vídeos obtidos pelo Portal G7, Branda tava charlando no Rio de Janeiro durante a campanha eleitoral. A candidata Rebeca Braga, pagou R$130 mil a KM Produções pelos mesmos serviços dos demais candidatos do Podemos.

Já o candidato João Pedro, que recebeu R$500 mil do Podemos, pagou a KM Produções pelos serviços de materiais de campanha, a bagaleta de R$200 mil reais, praticamente 40% do Fundo Partidário recebido pelo candidato. Ainda existe outro agravante na prestação de contas de João Pedro, além dele gastar quase metade com materias gráficos para campnaha, ele ainda deu R$ 199.923,20 (Cento e noventa e nove mil, novecentos e vinte três reais e vinte centavos) ao Diretório Municipal do Podemos.

Praticamente 100% dos candidatos do Podemos com suspeita de fraude na cota de gênero pagaram valores absurdos a empresa KM Produções.

Fonte: TSE. 

Texto: Marrapá (com edição)

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