O resultado das eleições municipais em São Luís mostrou nitidamente que o trabalho não funciona mais na hora de decidir o voto na urna. A prova cabal é a reeleição do prefeito Eduardo Braide, que historicamente venceu com 70% dos votos válidos, mesmo não cumprindo sequer 30% de suas promessas de campanha no primeiro mandato. O prefeito vencedor que construiu um elevado em 5 meses é o mesmo que demora um ano para reformar um posto de saúde ou uma escola de três salas. Vai entender!
Em visão geral, Eduardo Braide saiu gigante destas eleições, somando mais de 400 mil votos, mas o que ninguém consegue entender é como o eleitorado que anda em ônibus velho e lotado, que procura vaga nas escolas para matricular o filho e não acha, que madruga na porta da CEMARC para conseguir marcar um exame e não consegue, que aguarda até 180 dias para realizar uma consulta, ainda consegue reeleger um prefeito que usa dinheiro da iluminação pública para fazer propaganda, como se estivesse fazendo favor ao povo.
LEGISLATIVO MUNICIPAL
Na disputa pelas 31 vagas no legislativo ludovicense, parece que o trabalho tenha perdido feio para uma suposta máfia de compra de votos na capital maranhense. Desde a véspera da eleição, os comentários em grupos de WhatsApp e redes sociais davam conta desse suposto crime. O Ministério Público e Justiça Eleitoral foram provacados, mas infelizmente esses órgãos não possuem aparato humano para fiscalizar e combater esse tipo de crime, o que acaba facilitando aos supostos criminosos.
Candidatos com trabalhos belíssimos espalhados por toda cidade, a exemplo de Gutemberg Araújo, Fátima Araújo, Karla Sarney, Ribeiro Neto, Pavão Filho, Marcial Lima, Sebastião Albuquerque, Armando Costa, Francisco Chaguinhas, Álvaro Pires, Silvana Noely, Umbelino Júnior e Sá Marques, acabaram perdendo vaga para candidatos desconhecidos, jovens, filhos, apadrinhados ou esposas de poderosos políticos, que nunca fizeram nada por São Luís, a exemplo de Thay Evangelista, Clara Gomes, Fábio Macedo Filho, Cleber Verde Filho, Douglas Pinto, além daqueles que já são velhos conhecidos do eleitorado ludovicenses, investigados por suposto desvio de berba de emenda parlamentar. Quem tem trabalho ou defente bandeira de alguma classe trabalhadora, acabou ficando pelo meio do caminho.
A pergunta que não quer calar é: será que houve compra de votos ou esses novos e desconhecidos eleitos receberam votos de protesto? fica a dúvida!
