Yglésio Moyses se posiciona contra prefeito João Victor Xavier, assassino de policial

“Absurdo e inaceitável o assassinato cometido pelo prefeito de Igarapé Grande contra um policial. Nossa solidariedade à família e à briosa PM”, declarou o deputado.

Enquanto o governador Carlos Brandão mantém silêncio sobre o assassinato do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, ocorrido no último domingo (6), durante uma vaquejada em Trizidela do Vale, o deputado estadual Yglésio Moyses foi às redes sociais para condenar duramente o crime e cobrar a prisão imediata do autor, o prefeito de Igarapé Grande, João Victor Xavier (PDT).

João Victor é sobrinho do ex-presidente da Famem, Erlânio Xavier, e filho do prefeito de Bernardo do Mearim, Júnior Xavier, ambos aliados do senador Weverton Rocha, presidente estadual do PDT.

O deputado Yglésio, conhecido defensor das forças de segurança, repudiou o assassinato que, segundo testemunhas, teria sido praticado com cinco tiros pelas costas contra o policial militar, que estava de folga. O prefeito, após se apresentar na delegacia de Presidente Dutra, foi liberado pelo delegado de plantão, César Ferro, que, conforme denúncias, seria próximo a filiados do PDT.

“Absurdo e inaceitável o assassinato cometido pelo prefeito de Igarapé Grande contra um policial. Nossa solidariedade à família e à briosa Polícia Militar”, declarou Yglésio Moyses.

O parlamentar gravou um vídeo em que pede a prisão preventiva do prefeito com todas as qualificadoras cabíveis, como motivo torpe e porte ilegal de arma de fogo. Ele também defendeu a cassação do mandato de João Victor Xavier.

“Não há o que discutir: é prisão com todas as qualificadoras. Um prefeito assassinar um policial com cinco tiros pelas costas é inadmissível. E se fosse o contrário, se o PM tivesse matado o prefeito? A corporação estaria sendo perseguida neste momento”, questionou Yglésio.

O deputado também alertou sobre a influência política e econômica da família Xavier, o que poderia dificultar o andamento do processo.

“Não podemos permitir que o poder aquisitivo interfira no processo. Sabemos como as grandes fortunas atuam no Maranhão para atrasar julgamentos, especialmente quando sabem que não há como escapar da condenação. Este é um crime grave, com todas as qualificadoras, e representa uma vergonha para o estado do Maranhão”, completou.

Yglésio deve utilizar a tribuna da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (8) para denunciar o caso e exigir providências imediatas das autoridades estaduais e do Ministério Público. Veja o vídeo na íntegra abaixo.

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