BEQUIMÃO

Prefeitura de Bequimão encerra 7ª Semana do Bebê Quilombola

VII Semana do Bebê Quilombola é encerrada com exposições, manifestações culturais e muita diversão em Bequimão

Uma grande festa marcou o encerramento da VII Semana do Bebê Quilombola, no último sábado (30), em Bequimão. Manifestações culturais, exposições, concurso de beleza afro e muita diversão fecharam a programação do evento, que é referência na assistência à primeiríssima infância em comunidades quilombolas no Brasil. O projeto é executado pela Prefeitura de Bequimão, em parceira com a Secretaria de Estado da Igualdade Racial (SEIR), Fundação Josué Montello e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Para a alegria dos pequenos, foi instalado na Praça da Matriz um circuito com camas elásticas, piscina de bolinha e escorregador. Logo, formaram-se grandes filas ao redor da estrutura, montada pela administração do prefeito Zé Martins, para garantir a diversão da criançada.

A festa foi embalada pelo som da Banda da Escola de Música Emerson Macedo e pelo tambor de crioula de Santa Rita, uma das onze comunidades do município já reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares (FCP) como remanescente de quilombo. O grupo, com expressão de matriz afro-brasileira, é formado por 50 integrantes, entre coreiras, tocadores e cantadores.

Em meio à percussão dos tambores, estava a população, que se dividia entre o ritmo das coreiras e os stands montados para contar a história de luta e resistência do povo negro, como é o caso da exposição “Olhares”. O trabalho é do assessor de comunicação da Fundação Josué Montello, João Torres Júnior.

“Acompanho o evento há três anos e ele sempre nos rendeu belas imagens, para mostrar que eles têm uma história de luta e também de muita resistência. É um compromisso da Fundação Josué Montello, instituição da qual faço parte, contribuir com a construção dessa identidade”, explicou o jornalista, que também é fotógrafo.

A consultora de projetos sociais da Fundação Josué Montello, professora Claudete Ribeiro, destacou o trabalho de assessoramento da instituição à VII Semana do Bebê Quilombola. “O nosso trabalho sempre foi assessorar na questão da montagem da programação, considerando objetivos e metodologias da Semana do Bebê. Creio que nosso objetivo foi alcançado. Esta edição teve um grande apelo popular. A participação da comunidade na construção dessa concepção foi extremamente importante”, ressaltou.

Emocionado, o secretário de Cultura e Igualdade Racial, Rodrigo Martins, agradeceu o apoio do prefeito Zé Martins e de todos os parceiros à Semana do Bebê Quilombola. “Agradeço aos nossos parceiros, em especial aos colegas da administração municipal, que não mediram esforços para garantir o direito de crianças das nossas comunidades quilombolas à saúde, educação e mecanismos de assistência social. Tudo isso graças à sensibilidade do prefeito Zé Martins, que continua contribuindo para que a Semana do Bebê Quilombola seja esse verdadeiro sucesso”, declarou o secretário.

Desde que assumiu o comando da Prefeitura de Bequimão, Zé Martins sempre esteve atento às necessidades das comunidades quilombolas. A Semana do Bebê Quilombola, por exemplo, está entre as dez primeiras leis criadas em sua gestão. “Desde o primeiro dia, sempre tive um olhar sensível para as comunidades quilombolas de Bequimão, ajudando no processo de certificação e, principalmente, proporcionando uma melhor qualidade de vida para o povo negro, que foi sempre tão sofrido. Tudo que nós fizermos ainda será pouco para reparar o negligenciamento histórico ao qual este povo foi submetido. É por reconhecer essa história de luta e resistência da população negra que nós potencializamos essa responsabilidade com todas a comunidades quilombolas de Bequimão”, afirmou o prefeito.

Ao longo de sete dias, a VII Semana do Bebê Quilombola contou com diversas ações voltadas para a educação, esporte, cultura, saúde e assistência social a crianças quilombolas, entre as quais cabe destacar: oficinas de contação de histórias, diálogos sobre cultura, cinema nas comunidades, torneio de futebol infantil, prevenção à gravidez, erradicação do sub-registro civil e adesão a programas sociais.

Além disso, a vasta programação também incluiu os cuidados com a primeira infância, a exemplo da oficina de reanimação neonatal, e a ampla cobertura da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), que levou imunização e consultas médicas às comunidades remanescentes de quilombo, contribuindo para o desenvolvimento integral de crianças de até seis anos e reduzindo significativamente a mortalidade infantil no município.

Fotos: Gabriel Almeida

Por Allef Garcia

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