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Cheques de Queiroz para Michelle batem no capital político de Bolsonaro

Os 21 cheques de Fabrício Queiroz para a primeira-dama Michelle Bolsonaro entre 2011 e 2018, que totalizaram R$ 72 mil, trouxeram novamente a investigação do esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando o senador era deputado estadual no Rio de Janeiro, para o colo do Palácio do Planalto.

Esses repasses adicionais de Queiroz a Michelle, revelados pela revista “Crusoé”, reforçam o elo de Jair Bolsonaro com o ex-assessor do filho e apontam indícios de que valores desviados de cofres públicos podem ter abastecido diretamente o presidente.

Caso recorra à versão anterior de que Queiroz apenas quitou dívidas, Bolsonaro terá de demonstrar efetivamente que emprestou dinheiro ao ex-assessor. Versão difícil de comprovar: a quebra do sigilo bancário não registra nenhuma transação desse tipo, segundo os dados da revista “Crusoé”.

A cronologia do caso Queiroz leva os fatos em algum momento em direção ao presidente. Primeiro, descobre-se que Queiroz depositou um cheque no valor de R$ 24 mil na conta de Michelle. O presidente justificou como sendo o pagamento de um empréstimo. Em seguida, não parece ser coincidência a constatação de que uma das filhas de Queiroz, Nathália, trabalhou no gabinete de Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Suspeita de ser funcionária fantasma, Nathália repassou R$ 29,6 mil para Queiroz em 2018, o equivalente a 80% do que recebeu de salário no gabinete.

Por último, é impossível esquecer que Queiroz foi preso em um imóvel pertencente ao advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, que tinha trânsito livre no Palácio da Alvorada.

Todos esses fatos demandam explicações. Na condição de presidente, Bolsonaro não pode ser responsabilizado por crimes estranhos ao seu mandato. Mas as revelações ampliam o desgaste político com o caso Queiroz para o Planalto, em um momento em que o presidente tenta uma trégua com o Judiciário. Não poder ser responsabilizado significa que ele não pode ser denunciado. Mas, pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal, em tese, um presidente pode ser investigado por crimes anteriores.

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