BRASIL

Michelle Bolsonaro registra 89 marcas, incluindo cigarros e armas de fogo

Ex-primeira-dama que prega moralidade em público, fora dos palcos aposta em negócios controversos

A trajetória de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama e atual estrela do Partido Liberal (PL), parece caminhar em rota oposta aos discursos que faz nos cultos religiosos e eventos políticos. Pregando moralidade e valores cristãos, Michelle também tem se dedicado ao registro de marcas ligadas a produtos como cigarros, vapes, armas de fogo, bebidas alcoólicas, além de cosméticos, calçados e acessórios.

De acordo com levantamento feito pela coluna do jornalista do Portal Metróoles, Tácio Lorran, a ex-primeira-dama entrou com 89 pedidos de registro de marcas junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os nomes registrados incluem “MB Vinhos”, “MB Cosméticos”, “MB Acessórios”, além das marcas Michelle Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Bolsonaro Mito e Bolsomito.

Vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o INPI é o órgão responsável por garantir o direito exclusivo de uso de marcas em todo o território nacional.

Bolsonaro Mito: cigarros, fósforo, isqueiro, calçados, chapéus e vestuário. Em 12 de julho de 2024, Michelle ingressou no Inpi com pedido de registro da marca “Bolsonaro Mito” para produtos como fósforos, isqueiros para fumantes, tabaco e vaporizadores para fumantes.

Conforme a Lei da Propriedade Industrial, não são registráveis como marca: nome civil ou sua assinatura, nome de família ou patronímico e imagem de terceiros, salvo com autorização do titular, herdeiros ou sucessores.

Especialistas explicam que o registro de múltiplas marcas, mesmo sem produtos no mercado, é uma estratégia para proteger nomes como patrimônio, evitando que terceiros se aproveitem da notoriedade da marca familiar.

A maioria dos pedidos foi realizada entre abril e julho do ano passado, sendo que 75 ainda aguardam o exame de mérito, fase em que o INPI analisa se há impedimentos legais ao registro. Outros 13 foram indeferidos por falta de pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU) dentro do prazo.

Michelle também enfrenta uma disputa com dois empresários pelo uso da marca “Bolsonaro Mito”. A briga jurídica, travada dentro do próprio INPI, envolve a exclusividade para comercialização de produtos como roupas, calçados, chapéus e artigos ligados à indústria do fumo, como cigarros e isqueiros. A ex-primeira-dama acusa os concorrentes de má-fé e de não terem qualquer relação com a família Bolsonaro.

Enquanto atrai holofotes pela atuação religiosa e política, Michelle parece querer transformar o sobrenome do clã em uma verdadeira franquia comercial.

Leia mais na @colunataciolorran, em metropoles.com

Mostre mais

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo