Prefeito de Mirinzal-MA contrata Instituto INGEST por quase R$ 8 milhões
Deyvison do Posto terceirizou a mão de obra da Prefeitura de Mirinzal em quatro secretarias municipais.

O prefeito de Mirinzal-MA, Deyvison Ribeiro Soares, conhecido como Deyvison do Posto (MDB), firmou quatro contratos com o Instituto INGEST – Gestão de Pessoas e Sociedade, que, somados, alcançam o valor de R$ 7.396.554,00 (Sete milhões, trezentos e noventa e seis mil, quinhentos e cinquenta e quatro reais). Os contratos têm vigência de um ano, com início em outubro de 2025 e término previsto para outubro de 2026, podendo ser aditivado automaticamente, segundo contrato.
O Instituto INGEST possui sede na Rua dos Azulões, Edifício Office Tower, Coluna 31, Sala 831, bairro Renascença, em São Luís, e foi criado em setembro de 2021. A entidade tem como presidente Caique Melo Santos.
Conforme dados disponíveis no Portal da Transparência da Prefeitura de Mirinzal, o instituto foi contratado para a prestação de serviços de terceirização de mão de obra em caráter complementar, com o objetivo de atender às necessidades das secretarias municipais de Assistência Social, Saúde, Educação e Administração, abrangendo praticamente toda a estrutura administrativa do município, localizado no Litoral Ocidental Maranhense.

Apesar de se apresentar como uma associação privada cuja atividade principal é classificada como “atividades de associações de defesa de direitos sociais”, o Instituto INGEST foi contratado para executar uma ampla gama de serviços operacionais. Entre eles estão limpeza e conservação em geral, auxiliares operacionais de serviços diversos, auxiliares de manutenção, condutores de veículos e máquinas pesadas, porteiros, recepcionistas, vigias, além de coordenadores e encarregados administrativos.
Na prática, a contratação representa a terceirização em larga escala da mão de obra da Prefeitura de Mirinzal, alcançando setores essenciais da administração pública municipal. O volume de recursos envolvidos e a abrangência dos serviços chamam a atenção de moradores e lideranças locais.
Nos bastidores da cidade, a principal dúvida levantada pela população é se o contrato está sendo efetivamente executado ou se se trata apenas de um contrato de fachada. A preocupação aumenta diante da previsão contratual que permite à entidade subcontratar operadores e prestadores de serviços, o que pode dificultar a fiscalização direta da execução.
Para muitos mirinzalenses, o questionamento é simples e direto: como uma associação privada, criada recentemente, passa a administrar quase toda a força de trabalho do município, ao custo de quase R$ 8 milhões em apenas um ano, sem que haja clareza sobre a real prestação dos serviços? A expectativa agora recai sobre os órgãos de controle, que podem ser acionados para avaliar a legalidade, a transparência e a efetiva execução do contrato.


