Prefeito de Peri Mirim, Heliezer Soares, vai gastar mais de R$ 530 mil com biblioteca móvel
Gestão municipal se aproxima do fim marcada por escândalos e denúncias na Câmara de Vereadores

A Prefeitura de Peri Mirim, atualmente sob forte desgaste político, voltou a ser alvo de polêmicas. Mesmo com denúncias de supostos desvios e inadimplência com comerciantes locais, a gestão do prefeito Heliezer Soares firmou contrato no valor de R$ 538.800,00 com a empresa Globaltec Tecnologias Educacionais Ltda, para aquisição de uma biblioteca móvel — conhecida como Giroteca — destinada à Secretaria Municipal de Educação.

A contratação foi feita por meio da adesão à Ata de Registro de Preços nº 2703.004/2024, vinculada ao Pregão Eletrônico nº 030/2023 do município de Governador Nunes Freire (MA). A empresa beneficiada tem sede no bairro Angelim, em São Luís, e deve fornecer a estrutura móvel à cidade.
Prioridades questionadas
O valor elevado da contratação chama atenção em um momento em que vereadores denunciam o abandono de prioridades básicas no município. Durante sessão recente da Câmara Municipal, um parlamentar afirmou que, mesmo com dívidas de cerca de R$ 2 mil com uma comerciante local fornecedora de quentinhas, a prefeitura teria pago mais de R$ 324 mil a uma empresa especializada no fornecimento de lanches — sem que nenhum servidor tivesse visto ou consumido os alimentos.
A denúncia levanta suspeitas sobre a real destinação dos recursos e dos serviços contratados. “Quem comeu essa comida?”, questionou o vereador na tribuna.
Enquanto isso, a gestão de Heliezer, que estaria sendo operada informalmente por Daniel Corrêa, Lucinha Serrão e Maria Isys, segue acumulando acusações de má gestão, descontrole administrativo e supostos esquemas de favorecimento em licitações.
Ministério Público na berlinda
Apesar do acúmulo de denúncias, vereadores e moradores da cidade criticam a falta de atuação incisiva do Ministério Público do Maranhão, que teria “baixado a guarda” diante dos supostos escândalos envolvendo a administração municipal.
Diante dos fatos, a contratação da Giroteca por mais de meio milhão de reais gerou ainda mais desconfiança: será que a biblioteca móvel terá o mesmo fim das quentinhas pagas e nunca entregues?
A sociedade agora espera resposta do MP-MA, do Tribunal de Contas do Estado e da própria Câmara de Vereadores, que têm a missão de fiscalizar os atos de um governo que pode chegar ao fim atolado em denúncias e sem credibilidade.



