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Ataque de Ivaldo Rodrigues à prefeita Esmênia Miranda beira o desrespeito

Críticas sem fundamento expõem incoerência de quem já defendeu o empoderamento feminino, mas agora adota postura questionável diante da ascensão de uma mulher na política.

Não gostar de um político ou discordar de suas atitudes e posicionamentos é um direito legítimo em uma democracia. No entanto, quando a crítica ultrapassa os limites do debate construtivo e se transforma em ataque gratuito, o gesto passa a ser interpretado como ressentimento ou até mesmo recalque. Foi exatamente essa a impressão deixada pelo ex-vereador Ivaldo Rodrigues ao direcionar críticas à prefeita de São Luís, Esmênia Miranda.

Em vez de reconhecer o marco representado pela chegada da quarta mulher ao comando da capital maranhense, Ivaldo optou por um caminho controverso: o ataque pessoal. Esmênia Miranda, mulher negra, oriunda do interior do Maranhão — assim como o próprio ex-vereador — construiu sua trajetória com esforço e superação, consolidando-se na vida pública com credenciais que vão além da política tradicional.

A reação negativa à fala de Ivaldo Rodrigues repercutiu rapidamente. Nas redes sociais, os deputados Rodrigo Lago e Fernando Braide manifestaram solidariedade à prefeita e reprovaram duramente a postura do ex-parlamentar.

Rodrigo Lago classificou a declaração como “abjeta” e destacou a trajetória de Esmênia, ressaltando sua formação e atuação profissional: professora, mestre, policial militar e eleita duas vezes vice-prefeita. Já Fernando Braide apontou que o ataque ultrapassa o campo pessoal e atinge simbolicamente todas as mulheres maranhenses, que veem na prefeita uma referência de representatividade e inspiração.

A postura de Ivaldo Rodrigues também chama atenção pela contradição. Conhecido por discursos anteriores em defesa do empoderamento feminino, o ex-vereador agora adota uma linha que colide frontalmente com esse histórico. Ao desqualificar a prefeita por não ter passado pela Câmara Municipal, sugere uma visão limitada sobre formação política, como se o Legislativo fosse a única escola legítima para a gestão pública.

No fim das contas, a crítica perde força quando se apoia em argumentos frágeis e incoerentes. E, neste episódio, Ivaldo Rodrigues não apenas deixou de contribuir com o debate público, como também reforçou a percepção de que, em certos momentos, o silêncio ainda é a melhor escolha.

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